Wednesday, May 27, 2009

Entrevista com Edson Fregni



Cia do Coaching: Olá Edson, dois itens antes de começarmos a entrevista
O Blog Companhia do Coaching recebe de braços abertos e sorrisos largos, a sua contribuição e o seu prestígio. Prestígio traz quem o tem. Em segundo lugar, gostaria de agradecer o Líder Coach que você sempre foi e claro, por ter provocado em mim a aproximação com o tema, que mudou o rumo da minha vida. Antes de tudo, pessoalmente, agradeço por ter cruzado o seu caminho e a sua interferência.
Cia do Coaching: Sempre começo a entrevista perguntando ao entrevistado como gostaria de ser apresentado, assim sendo, por favor, fique à vontade para fazê-lo.


Sou professor universitário. Como parte da minha atividade de engenheiro, tornei-me administrador de empresa. Nessa vertente, envolvi-me na criação de algumas empresas – acho que é isso que faço melhor e com mais gosto. Minha última criação é a Sciere Consultores Associados onde sou Diretor Presidente.

Cia do Coaching: O CV completo, e riquíssimo, do Edson Fregni está na página http://www.sciere.com.br/socios
Cia do Coaching: Assisti pessoalmente, até mesmo antes dos Programas de Desenvolvimento de Lideranças, a sua indicação de processos de coaching para os seus executivos diretos. De onde vinha, num tempo que isso tudo nem tinha tanta visibilidade, essa sua preocupação com o desenvolvimento de pessoas?


Sou da opinião que a principal função de um administrador é construir equipes e organizar o trabalho. Um administrador monta uma máquina feita de pessoas e processos e ferramentas. Minha visão de pessoas é intuitiva, baseada nas minhas próprias limitações e competências. Tive uma experiência de coach muitos anos antes, quando presidia a Scopus. Por anos essa pessoa me acompanhava em reuniões e me dava feedback do meu comportamento. Ajudou-me muito. Impulsivo e intuitivo que sempre fui, esse trabalho ajudou muito. Existem dois planos de pensamento na minha opinão: o racional e o intuitivo (o inconsciente, movido pelas emoções). O trabalho do coach se insere no pensamento inconsciente enquanto que o estudo, o aprendizado intelectual, se insere no pensamento racional. A força do coaching é exatamente onde se insere e equilibra o que está visível com o que está submerso. O mais difícil para nós clientes é o insconsciente que nos ajuda e atrapalha. Todos precisamos de coaching. Sempre.

Cia do Coaching: Lembro que, no meu caso, as 10 sessões de coaching que você me presenteou, disse claramente que não queria saber dos resultados. Hoje, como Coach, isto me intriga. Poderia explicar essa questão dos resultados que é tão relevante nos dias de hoje? (ou era apenas uma forma sua, ´diferenciada´, de obter os resultados?)

Provavelmente eu estava lhe dizendo que a privacidade desse trabalho estava garantida. Eu acredito que a garantia da privacidade, dada tanto pelo coach quanto por quem contrata o trabalho, é requisito fundamental para o sucesso do trabalho.
Cia do Coaching: Com certeza, o que você disse é que havia uma garantia na privacidade.

Cia do Coaching: Agora uma pergunta que sempre ouvi, de uma forma divertida até, mas quando os seus executivos diretos estavam no PDL, você reclamava. Soava-me um contra-senso, havia nisso um empurrão para o desenvolvimento e uma cobrança, ao mesmo tempo. Como você lidava com isso?

Isso, provavelmente porque era uma imposição do programa. Acho que coaching (como analistas e terapeutas) são escolhas individuais e não impositivas. Por outro lado, controlador (e ciumento da minha equipe), tinha dificuldade em aceitar a ingerência de empresas contratadas nas nossas questões internas. Deve ter sido isso.

Cia do Coaching: Queria voltar aos resultados. Quais foram os resultados que você reconheceu na sua equipe que passou pelo processo de Coaching?

Mais sensíveis e mais conhecedores de suas dificuldades. Em alguns casos não teve efeito algum. Em outros foi muito importante. As empresas modernas, em particular as grandes empresas, exigem muito dos gerentes. Eles precisam saber articular-se com muitos pares e lidar com diferenças de opiniões e de atitudes. Estamos o tempo todo desafiados pelas relações com outras pessoas. Discutir a relação tornou-se importante. É com o coach que se discute as implicações/consequências dessas relações.

Cia do Coaching: Hoje existe uma variedade de processos de coaching: executivo, business, de vida, ontológico, pnl e por aí vai. Você sabe distinguir o que é adequado para seus executivos? Qual é a sua dica para não entrar num processo que não dá resultados?

Não sei. Tenho apenas um conhecimento instintivo dessa ciência. Para mim, ser gerente numa empresa tornou-se muito difícil. Lidar com pessoas numa empresa é um enorme desafio. Precisamos de ajuda – para conhecer nossas dificuldades e formular maneiras de lidar com elas. Por isso, a escolha do processo de coaching é antes de mais nada de alguém sensato e sensível, que conhece o mundo empresarial, conhece as dificuldades humanas, e que consegue chegar no coração dos seus “pacientes” (odeio a palavra coachee). Se o coach é administrador experiente, psicólogo, filósofo etc., acho que é secundário.

Cia do Coaching: Você sempre buscou Coaches de fora da empresa. Agora, atuando em um setor mais específico, tem utilizado esse processo com os seus colaboradores?

Não ainda. Somos uma empresa pequena. Empresa pequena tem mecanismos particulares de lidar com as dificuldades individuais. O grupo exerce um poder de coach naturalmente. Não acha? Quando crescermos, já sei onde vou buscar ajuda...

Cia do Coaching: Estamos num momento de crise, parece-me que, no Brasil, num nível até menor que em outros países. Classicamente, desenvolvimento de pessoas são as primeiras verbas a serem reavaliadas em situações com essa. Como você percebe esta questão tendo o trânsito que tem nas empresas?

Sim. Verbas de treinamento foram enxugadas. Desenvolvimento profissional parece que foi tudo congelado. Exceto o treinamento operacional, que é uma necessidade de trabalho – esse existe. Não sei dizer do mercado de coaching – é algo que tem estado distante do meu cotidiano.

Cia do Coaching: Edson, na última convenção internacional do ICF (International Coaching Federation) foi dito que há uma tendência de um Coach vestir dois chapéus: o do Coach e o do Consultor/Mentor, dependendo do caso. Em coaching de equipe com integrantes mais jovens, o segundo chapéu tem sido praticado. Qual é a sua visão do Coaching neste formato, com esta tendência?

Para mim, esses papéis sempre deveriam andar juntos – seria o ideal. Pessoalmente exerço funções de “mentoring” para executivos de TI. Deixo sempre claro que nada entendo do mundo dos coaches. Mas vejo que os aspectos não técnicos estão sempre presentes de maneira quase indissociáveis.

Cia do Coaching: Assim como outras formações que se proliferam rapidamente, com o Coaching está acontecendo bastante, basta colocar no Google e pesquisar, a resposta é um número infindável de formações. Você tem critérios para seleção de Coaches?

Quem contrata tem que conhecer pessoalmento o coach, ou receber recomendação. Depois precisa degustar para confirmar. Além disso, a cada dia se renova o contrato.

Cia do Coaching: Edson Fregni. Obrigado pelo seu tempo, pela clareza, pela precisão cirúrgica nas respostas, e, claro, pela valorização do ofício do Coach. Saiba que você foi e é meu Líder Coach exemplo. Uma vez mais, obrigado. Claudio Pavanini

Claudio Pavanini foi um prazer. Pena que a vida corrida nos torna suscintos. Grande abraço.

Tuesday, May 26, 2009

Aconteceu


A Jornada de Desenvolvimento promovida pela ID&S Consultoria, da Djane Sant´Anna aconteceu no sábado, 16 de maio de 2009. Fiquei bastante empolgado pela participação e pelos aprendizados. Quase duas centenas de participantes das mais variadas empresas, ou empreendedores, ou pessoas interessadas no seu desenvolvimento, se dividiram pelas oito usinAções:
Relacionamento Interpessoal - condução de Romulo Lorenzetti e Edson Herrero
Criatividade e Inovação - condução de Claudio Pavanini e Lígia de Souza
Diligência - condução de Ana Mentone e Cynthia Lopes da Silva
Poder, autoridade e influência - condução de Romulo Lorenzetti e Rosàna Bueno
Coaching: o ponto de vista do cliente - condução de Zilá Arruda Agriel e Célia Marchioni
Missão de Vida - condução de Ana Lúcia Paíga e Claudio Pavanini
Comunicação - condução de Rosàna Bueno e Djane Sant´Anna
Gestão integrada do Tempo - condução de Eduardo Bomfim e Monica Dalge

Pelo jeito, será a primeira Jornada de muitas. Cumprimentos a todos os envolvidos na promoção deste evento que não era capacitação, não era desenvolvimento mas, um derreter, um reformatar, um reconceituar, um reaproveitar, um refletir... enfim... usinAção foi um bom nome.
Abraços a todos usineiros, organizadores e participantes, mas, principalmente, um cumprimento pela coragem e criatividade da empreendedora Djane. Claudio Pavanini


Palestra com Zilá Arruda Agriel: `Competência demais atrapalha - talento demanda tarefa. - No dia 15-setembro-2009, no espaço Gestão do Saber, na ID&S


ICF - 14a Conferência - 2009
Inspiring individuals, building communities, impacting the world
Dezembro 2009, Orlando, Flórida, USA
site www.coachfederation.org/conference/

Wednesday, April 22, 2009

Entrevista com Eduardo Bomfim


Cia do Coaching: Eduardo, como você gostaria de se apresentar nesta entrevista?

Olá, meu nome é Eduardo Bomfim, paulistano, casado, pai de gêmeas, 49 anos, engenheiro mecânico formado pela Mauá, administrador de empresas formado pelo Mackenzie e GV, MBA pela Business School São Paulo, e desde dezembro de 2008, Coach formado pelo Instituto EcoSocial. Trabalho em banco desde 1985 tendo iniciado minha carreira no Banco Auxiliar onde fiquei um ano, depois no Banco Francês e Brasileiro que trabalhei por 12 anos, saí quando da aquisição pelo Banco Itaú. Entrei no Banco Sudameris que foi adquirido pelo Banco Real e nos dois bancos fiquei mais 12 anos. Agora componho o quadro de funcionários do Grupo Santander. Atualmente sou responsável pela Superintendência do varejo do Banco Real em Campinas, tenho diretamente ligado a mim, três dezenas de gerentes gerais responsáveis por agências bancárias e duas centenas de gerentes de contas que compõem toda a equipe comercial.

Cia do Coaching: Sei que você tem investido bastante na questão do líder coach. No Banco Real você tem conseguido aplicar esta sua, digamos, ´vocação´?

Desde 2003 quando o Banco Real adquiriu o Sudameris tive contato com ferramentas de levantamento de competências pessoais e treinamentos como o Programa de Desenvolvimento de Liderança. Tive contato com técnicas para identificar o perfil de motivação de funcionários, desenvolvido por Maclleland, também técnicas de como influenciar pessoas e sessões de coaching, que vieram me transformando. O curso de formação de Coaches tornou-se um divisor de águas na minha vida profissional e pessoal, ajudou a clarear os meus valores pessoais e minha missão, que é ser um Gestor Coach, desenvolver negócios e pessoas´. Portanto, tenho um ambiente de trabalho adequado para o meu desenvolvimento no banco, que tem forte impacto e convergência com a linha que o banco adota, no sentido de desenvolver suas lideranças e, consequentemente, expandir para todos os colaboradores.

Cia do Coaching: Tendo muitas pessoas reportando-se, direta ou indiretamente para você, como você tem aplicado as suas ações? Tem formado replicadores?

Para aplicar meus novos conhecimentos tenho aproveitado as situações que vão surgindo no meu dia a dia. Vou te dar o exemplo de um gerente geral que é responsável por uma agência e que avalio como um bom profissional, porém com algumas queixas ou questões trazidas para mim que me despertaram para o uso das técnicas aprendidas no programa de formação de coaches. As questões eram: falta de conhecimento e práticas de liderança, ausência de autoestima, definição do seu papel em algumas situações profissionais e pessoais. Convidei o profissional para realizarmos um trabalho de coaching e após oito sessões, posso lhe afirmar, com base no feedback dado por ele, que o profissional atual é melhor para a empresa, mais produtivo e também um individuo mais realizado na sua vida pessoal. Além disso, tenho ficado atento para situações que posso usar as técnicas do coaching, mesmo não estando numa sessão. Assim, consigo envolver mais profissionais no processo, sem necessariamente ter todo o processo realizado em 8, 10 ou 12 sessões de coaching. Tenho outros exemplos de profissionais que também tinham questões que foram melhoradas, mas entendo que o exemplo dado é suficiente. Quanto aos replicadores, este não tem sido meu objetivo, porém, sua pergunta é pertinente e verificarei se os profissionais com os quais já trabalhei estão atuando mais como um líder coach com suas equipes, após termos feitos nossas sessões. Enfim, talvez uma checagem dos aprendizados e resultados.

Cia do Coaching: Como você maneja essa questão de replicadores X metodologia? Você os ensina ou os deixa livres para serem coaches também?

Como lhe disse acho muito pertinente sua questão, porém ainda não a trabalhei. Certamente, ficarei mais atento e voltarei a esta resposta no blog da Companhia do Coaching.

Cia do Coaching: Resultados que é um das perguntas que gosto de fazer: como têm sido? Você poderia dizer um pouco mais no geral e também nas suas equipes?

Tenho percebido que os funcionários se tornaram mais produtivos em campanhas, resultados de receitas, entre outros. E tambem tem resultados intangíveis como: a melhoria do ambiente de trabalho, o aumento dos vínculos com estes funcionários, descoberta de líderes que estavam encobertos, reter talentos, enfim, são alguns resultados que consigo perceber.

Cia do Coaching: Reconhecimento é algo que você tem percebido? As equipes ficam mobilizadas?

Sim, sem dúvida. Tive um reconhecimento público no final do ano passado quando a diretora executiva de DH do Grupo Santander Brasil, numa reunião com todos os diretores e todos os gerentes gerais do Banco Real, ou seja, perto de 1.500 pessoas, ressaltou o trabalho de Líder Coach que venho realizando com a minha equipe. Além disso, vários funcionários da equipe em Campinas têm manifestado vontade de participar do processo comigo, resultado das conversas com os outros colegas da equipe entusiasmados com os resultados obtidos. Em alguns casos de feedback formal, os funcionários manifestam também interesse em participar do processo.

Cia do Coaching: O seu RH, que na sua instituição chama-se DH (Desenvolvimento Humano), que acho mais apropriado, te apoia de alguma forma? Quais? E a sua Diretoria? Você tem oportunidades de mostrar suas experiências positivas?

Acho que esta pergunta está respondida no início de nossa entrevista. Entendo que o banco, por meio do DH é o responsável pelo estágio onde estou. Minha diretoria direta me apóia nas iniciativas e incentiva a mostrar as ações para os meus colegas.

Cia do Coaching: Você está num voo solo, ou há na empresa outros que têm no seu dia a dia a questão do líder coach?

Minha diretora direta está fazendo o programa de formação de Coaches do Instituto Ecosocial. Além dela, o diretor executivo de varejo fez esta formação, assim como a diretora executiva de DH. Teremos outras pessoas nesta formação e, à medida que formos incluindo isto no nosso dia a dia e percebermos a diferença que faz, poderemos ampliar.

Cia do Coaching: Existe um ´beabá´ que você gostaria de dividir com outros líderes? Estamos num blog aberto e podem surgir questões compartilhadas com outros líderes e coaches. Como isto funcionaria para você, que já deve ter uma agenda lotada?

Sim tenho usado um processo que tem ajudado como espinha dorsal do meu trabalho. A sequência deste processo é a seguinte: contratação, autoconhecimento, usando algumas ferramentas que o Banco disponibiliza aos nossos funcionários como MEP, MBTI e outras aprendidas no programa de formação, ou com os colegas de grupo de estudos como setênios, círculo da vida, levantamento de valores, visão de futuro, plano de ação e avaliação do processo. Lembro que, como coach, procuro colocar o coachee em movimento e em todas as sessões, ele leva lição de casa.

Cia do Coaching: O que você anda lendo, estudando, discutindo, assistindo para se enriquecer? Gostaria de recomendar algo que seja essencial para os envolvidos em coaching?

O assunto coaching é bastante abrangente e através do grupo de estudos do qual faço parte, tenho participado de vários estudos como: sabotadores, motivadores, coaching em equipe, coaching interno, gestão do tempo, feedbacks, análise transacional, o trabalho. Tudo isso tem importância e espaço dentro do tema coaching, por isso sugiro aprofundamento dos estudos.
Artigos da Harvard Business Review sobre o David Maclleland
Livros:
´O Poder da Inteligência Emocional ´, do Daniel Goleman. Aqui o leitor poderá verificar como um líder pode usar as emoções, tanto para o bem e para o mal.
´O Trabalho como Mestre ´, do Arnaud Maitland. Neste livro pode-se encontrar dicas de como usar o trabalho para melhorar habilidades, para se tornar mais feliz e para gerir melhor seu tempo.
´Os Dez Mandamentos da Ética ´, do Gabriel Chalita. Aqui o leitor entrará em contato com a ética de Aristóteles trazida para uma visão dos tempos atuais.
Filmes:
´Quando Nietzchie Chorou´. Baseado no livro com o mesmo título. Nele o espectador poderá enxergar os benefícios da cura pela fala.
´Almas em Chamas ´. Neste filme será possível identificar vários tipos de perfis baseados na teoria de Maclleland.
´Doze Homens e uma sentença´. Um filme antigo com Henry Fonda, que é um excelente exemplo do poder da influência.

Cia do Coaching: O que você tem feito para manter seu “instrumento afinado”?

Estou num curso sobre Formação de grupos, ministrado pela SBDG (Sociedade Brasileira da Dinâmica dos Grupos); este curso tem permitido que eu tenha contato intenso com o tema, uma vez que a interação diária com grupos me é uma constante diária. Além disso, leituras voltadas para o tema Coach têm me atraído e tenho alguma tarefa de casa para realizar como a leitura de: “O Poder das Relações Humanas” de Daniel Goleman , “ Liderança em foco” de Mario Sergio Cortella e Eugenio Mussak , “ O Caminho da Habilidade”, de Tarthang Tulku e “ A Tríade do Tempo” de Christian Barbosa.

Cia do Coaching: Algo ficou pendente que você gostaria de colocar na sua fala de encerramento?

Acho gostaria de acrescentar duas questões:

a) A escolha das pessoas que irão participar do processo de coaching comigo.
Como sou o gestor e tenho um recurso escasso que é o tempo, sabia que não seria possível trabalhar com todos ao mesmo tempo. Suspeitava também que isto poderia gerar algum sentimento não muito favorável no grupo, entretanto, cheguei a conclusão que não poderia deixar de aplicar a metodologia que acredito. Hoje confirmo que os resultados obtidos valeram á pena e sigo em frente assumindo o risco. Para elencar os funcionários procurei por pessoas que tem bom perfil comercial e gestão de pessoas, percebidas nas avaliações de desempenho e também alguns comportamentos que precisavam autodesenvolver. A partir daí iniciei o trabalho de coaching com cada um deles e venho aplicando no nosso dia a dia.

b) A reação dos funcionários ao serem “convidados“ a participar deste processo com o chefe direto. E também a minha reação com alguma recusa em participar do processo. Além disso, ainda pode ter questões pessoais que são tratadas no processo, e, claro que não deveriam interferir no dia a dia.
No início não tinha realmente este cuidado em realçar que eles não precisam aceitar a participação devido a minha condição hierarquica, entretanto, nos últimos convites tenho tido mais cuidado quando converso com eles, mas confesso que como a iniciativa de convidar tem sido minha, entendo que, por ser o chefe, é um motivador para aceitarem. Se eles recusarem o convite, entendo que devo agir com naturalidade, pois é realmente uma questão pessoal e exigirá maturidade de minha parte aceitar essas decisões. Quanto às questões pessoais, estabelecer uma TENDA DA CONFIANÇA é fundamental. Neste aspecto tenho uma marca que construí ao longo dos meus 12 anos de banco e 24 anos de trabalho, sendo bastante profissional, ético e justo nas ações, entendo que isto tem contribuído para que os profissionais que estão fazendo este trabalho comigo se sintam confortáveis em abrir questões pessoais.

Cia do Coaching: Quais são seus próximos desafios?

O meu desafio é atender a minha missão que é ser Gestor Coach, Desenvolver negócios e pessoas, sem deixar de dar atenção a minha família, dando equilíbrio na minha vida.

Cia do Coaching: O blog Companhia do Coaching agradece a sua entrevista.


Obrigado pela oportunidade e até a próxima. Espero que tenham questões dos leitores e, claro estarei disposto para responder.

Monday, April 6, 2009

Entrevista com Wilson Trevisan

Cia do Coaching: Wilson, como você gostaria de ser apresentado nesta entrevista?
Coach, consultor e empreendedor.
Consultor especializado em Liderança, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Equipes; Coach certificado pelo Integrated Coaching Institute (ICI); Empreendedor serial e empresário nos últimos 20 anos; Formação em Dinâmica de Grupo pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos (SBDG); Administrador de Empresas e Analista de Sistemas. Ocupou vários cargos de destaque, na indústria de TI; Palestrante e especialista em Empreendedorismo, em 2002 fundou o Clube do Empreendedor e é seu presidente desde então. (www.clubedoempreendedor.com.br)

Cia do Coaching: Wilson, você se preparou e continua neste desenvolvimento contínuo do Coaching. O que anda fazendo além de coaching?
Além dos atendimentos de coaching, venho atuando em outplacement como consultor associado na DBM, em alguns projetos como facilitador nas áreas de estratégia e empreendedorismo. Mantenho também a coordenação dos grupos do Clube do Empreendedor.

Cia do Coaching: É importante ter formações em coaching diversificadas?
Acredito que uma metodologia só não seja suficiente quando estamos lidando com desenvolvimento através do coaching. Numa mesma sessão podemos nos deparar com várias demandas e quanto mais “repertório”, tanto melhor será a nossa entrega.

Cia do Coaching: Os seus clientes de coaching te procuram pela sua vasta experiência em empreendendorismo?
Acredito que o fato de ter sido executivo e empresário tantos anos me ajude em situações em que o cliente busca um interlocutor que fale a mesma língua: Negócios. Empresários e altos executivos são muitos resistentes ainda, aos processos de autoconhecimento e desenvolvimento humano, na forma como é difundido. Falar com alguém sobre as próprias questões num contexto de negócios os deixa mais confortáveis.

Cia do Coaching: Existem alguma característica ou comportamento que seja essencial para os empreendedores que têm idéias uma atrás da outra?
A necessidade de mudar e o inconformismo com as questões que os rodeiam, são características sempre presentes em empreendedores seriais. A inquietação e a postura de questionar (por vezes, irritante) quase tudo são traços importantes neste grupo.

Cia do Coaching: Quais outras questões seus clientes têm apresentado? Algum tema comum?
Uma questão recorrente é a “solidão do poder”. De longe, a maior dificuldade do líder é o processo de tomada de decisão. Nestes momentos eles estão absolutamente sós. E grande parte das vezes algumas decisões podem mudar rumos de vida de muita gente, o impacto disto é enorme e nesta hora é exigido dele firmeza e agilidade. Outra questão muito presente é a gestão de pessoas, um desafio para eles.

Cia do Coaching: Resultados e métricas. Como você vem resolvendo/contratando esta questão com seus clientes individuais ou empresas?
Saber que outros têm a mesma questão ajuda muito neste processo. Na prática, é o que muitos grupos de auto ajuda fazem. Aliás, foi pensando nisso que em 2002, fundei o Clube do Empreendedor, que nada mais é que criar oportunidades para que empresários se reúnam em pequenos grupos para discutir questões como esta.

Cia do Coaching: Metolodogicamente falando... qual é o seu mix?
Para este perfil de empresário e alto executivo, acho interessante a abordagem do ICI. Mas mesmo para eles é necessário utilizar recursos mais abrangentes e aí acredito que a formação do Instituto EcoSocial é mais completa. Não conheço muito da PNL ainda, mas acredito que também possa contribuir.

Cia do Coaching: Estamos em tempos ´bicudos´ utimamente, existem correntes que dizem ser esta uma oportunidade para o coaching, outros já me disseram que a questão do preço tem mudado. De que forma você pode contribuir? Lembro-me de uma fala sua "você tem que entender a necessidade do cliente, a preocupação que o aflige", e aqui acrescento... o que o contexto econômico está exigindo.
Acho importante nestes momentos apurar nossa capacidade de “leitura” tanto do mercado quanto de nossos clientes. Neste sentido, temos que exercitar sempre nossa capacidade de “vender”, e para isso uma competência fundamental é a escuta ativa. Acredito também que nestes momentos temos que prospectar oportunidades, sermos proativos e exercitar o networking. Ficar esperando o cliente ligar, ou se ocupar só com as vendas passivas pode ser fatal.

Cia do Coaching: Estamos num blog aberto, existe alguma questão, preocupação, enfim, algo que você gostaria de dividir com outros coaches?
Uma questão que me preocupa e deve preocupar vários colegas, é a quantidade enorme de formações que existem no mercado. Significa em outras palavras que, mensalmente, uma legião de novos coaches chega ao mercado. E a conseqüência disto pode ser a banalização da atividade. Neste sentido, fica evidente que cada um deve criar sua estratégia de desenvolvimento contínuo e buscar certificações e conteúdos que criem diferenciais que qualifiquem cada dia mais. Significa não parar de estudar.

Cia do Coaching: O que anda lendo, estudando, discutindo, assistindo para o seu desenvolvimento contínuo? Poderia recomendar algo que considera importante?
Estou neste momento tomando contato com o Budismo através dos livros do monge tibetano Tarthang Tulku e de seu discípulo Arnaud Maitland.
Há tempos tenho curiosidade no assunto e de alguma maneira (que não por acaso) acabei esbarrando em pessoas que conhecem bastante o assunto. É o Universo conspirando....

Cia do Coaching: O blog Companhia do Coaching agradece a sua entrevista.
Obrigado !!

Sunday, March 22, 2009

Daniel Goleman, Budismo Tibetano e Gestão do Tempo




Pensamento sistêmico tudo liga tudo.

Durante parte de 2007 e praticamente todo o ano de 2008, participei do programa de Formação de Coaches no Instituto EcoSocial. Quando da apresentação do trabalho de conclusão do curso de nossa turma, uma das nossas colegas e agora coach, a Monica Dalge, apresentou um método de trabalho que incluía o Budismo Tibetano. Interessei-me pois a meditação que tem ligações diretas com o Budismo, tem acalmado minha mente e ajudado a conter minhas ansiedades. E como tudo liga tudo, a Djane, outra colega do programa de formação e também do nosso grupo de estudos nos solicitou, a mim e a Monica, um trabalho de gestão do tempo para ser usado em empresas.
Procurando inovar e não seguir os tradicionais métodos de gestão de tempo que as escolas pregam e que na nossa avaliação, nem sempre atendem os objetivos de gerir melhor o tempo, buscamos no budismo tibetano atender esta demanda.
Nos aprofundamos no estudo do livro ´O Trabalho como Mestre´ de Arnaud Maitland, discípulo do Lama Tarthang Tulku, e ali, pudemos identificar o poder do tempo em nos deixar alegres ou angustiados, a natureza fluida do tempo, o valor do tempo, a energia através da pressão de prazos finais e, como a concentração e atenção plenas, que estavam difusas na nossa mente podem nos ser úteis no despertar para o tempo, ao assumir o controle do tempo podemos atender todas nossas atuais demandas e aquelas que, supúnhamos, não caber na agenda e mais, desenvolver novas habilidades, tudo isso gerando mais energia e mais alegria de viver ligando a nossa missão de vida ao nosso trabalho. Espantado, pois tudo isso dentro do trabalho onde a maioria das pessoas vive dizendo: Que bom que chegou a sexta feira!, como se a semana de trabalho não tivesse nenhuma ligação com seus objetivos de vida. Assim a semana fica difícil de carregar, cheia de resistência e negatividade, um peso enorme para os ombros e para as mentes. Concorrendo para doenças derivadas do stress como: dor nas costas, úlceras, gastrites, dores de cabeça, excesso de peso, neuroses, entre outras.
Venho estudando desde 1994 a Inteligência Emocional nos livros de Daniel Goleman, Inteligência Emocional, O Poder da Inteligência Emocional e Inteligência Social, onde divulga suas conclusões de pesquisas sobre o impacto das emoções das pessoas nas empresas e como elas podem ser nocivas ou úteis para o ambiente empresarial. Lembro que Daniel Goleman é par em grupos de estudos com David McClelland na Universidade de Harvard, berço da escola americana de gestão de pessoas e negócios. Escola americana que tem seus fundamentos em competitividade, lucro, sucesso empresarial.
Onde o Budismo Tibetano que prega a não competitividade no estilo paz e amor tem a ver com a escola americana. Nos livros de Arnaud Maitland e Thartang Tulku, baseados na filosofia budista tibetana temos ensinamentos de que o trabalho nos serve como campo de treinamento para desenvolvermos nossas habilidades como pessoas e profissionais e não somente como profissionais, não separando as coisas que são inseparáveis. No trabalho podemos atender nossa missão de vida e nesta busca podemos ser mais produtivos no que fazemos usando melhor nosso bem maior que é o tempo, nos desenvolvendo e reconhecendo realizações pessoais e empresariais. Podendo nos relacionar bem com as pessoas aumentando nossa criatividade e nossa cooperação e ter um bom ambiente de trabalho. Impressiona pois nos livros de Goleman encontro coincidência com o que acabei de escrever, Daniel prega que é no ambiente de trabalho que podemos desenvolver a nossa Inteligência Emocional tão necessária para o bom andamento dos negócios. Nos seus livros são apresentados diversos ´cases´ de empresas estudadas por Goleman e seu time e podemos reconhecer o seu esforço em colocar a prática e o desenvolvimento da Inteligência Emocional no ambiente de trabalho, reproduzindo os ensinamentos do budismo tibetano de Thartang Tulku.
Por fim, a meditação budista é pregada por Thartang Tulku e por Arnaud Maitland como uma forma de tranquilizar a mente e aumentar sua concentração e atenção plena, esta última definida como uma forma de enxergarmos o todo. Novamente, encontro coincidência com Daniel Goleman e a escola de Harvard, pois Daniel é também um praticante e instrutor de meditação budista tibetana.
As escolas orientais e ocidentais tem ensinamentos coincidentes e cabe a nós, executivos, desenvolvermos ambientes propícios para que os funcionários das empresas possam encontrar no seu trabalho um campo para atender seus desejos e assim aflore seus melhores sentimentos.

Thursday, March 12, 2009

Entrevista com Zilá Arruda Agriel

Cia do Coaching - Zilá, como você gostaria de ser apresentada nesta entrevista que será postada no blog Companhia do Coaching?

Como Consultora pela Z Consultoria e com outras consultorias com quem tenho parcerias e como Coach no Desenvolvimento das Pessoas em Organizações.

Cia do Coaching - Para iniciarmos esta entrevista, você havia manifestado suas preocupações com o ponto de vista do cliente. Minha primeira pergunta é se você entende que há algum mito sobre o processo de Coaching?

Acho que mais desinformação do que mito. Existe ainda pouca divulgação, junto com alguma confusão entre Coaching e Terapia. O processo de coaching em si não deixa de ser terapêutico no sentido de propiciar reflexões, insights, “repaginações”, etc, etc. Como diz Leonardo Wolk, “manter as brasas acessas”, apoiar mudanças, tomadas de decisão, isso é tremendamente terapêutico no meu modo de pensar; é através da escuta ativa e da boa capacidade de fazer perguntas precisas por parte do coach, que o coachee ou cliente coloca foco, luz, organização, estrutura... no entendimento de questões que podem estar atrapalhando o desenvolvimento e/ou dificultando um novo ou um outro passo. Tem duração curta, de 8 a 12 sessões, e uma das grandes diferenças da terapia é que não se propõe a aprofundar o entendimento das questões para tratá-las ou chegar no seu cerne Afinal segundo o Aurélio, terapêutico é tudo que possa aliviar ou curar algum tipo de mal. Estou segura que quem faz bem feito, faz isso.

Cia do Coaching - O Coaching ainda é recente no Brasil, grandes empresas empregam este recurso para as lideranças, como você enxerga este futuro do Coaching?

Vejo como uma opção de desenvolvimento bastante focada e ´taylor made´, o que propicia além de amplitude, velocidade e precisão nos processos de desenvolvimento e uma conexão entre o profissional e seu contexto profissional, familiar, de relacionamentos etc...com ganhos individuais como de pequenos grupos, é o “ganha ganha” de pessoas com pessoas e pessoas com organizações.

Cia do Coaching - Voltando a questão das empresas, e agora pensando nas pequenas empresas para as quais talvez nem haja um programa de desenvolvimento para as lideranças: Você vê algum movimento para que essas empresas também possam usufruir dos benefícios do Coaching?

Não sei se um movimento propriamente dito, mas possibilidades: disseminar cada vez mais o “coaching em equipe” ou “learning group” como você prefere chamar. Outra opção seria a organização de grupos de líderes dessas empresas que possam usufruir de atendimentos dos coach supervisionados no decorrer da formação de novos coaches. O processo é poderoso demais no sentido de provocar novos patamares de consciência e trazer benefícios tanto pessoais como organizacionais, para ficar de fora quem quer que seja.

Cia do Coaching - Você enxerga alguma possibilidade para que as pequenas empresas possam também usufruir do Coaching a um custo mais acessível?

Acho que iniciei este assunto um pouco acima com relação a aplicação do coaching de equipes, o que tem um custo, treinamento um outro, e sessões individuais outro custo. Entendo que os coaches devem cada vez mais provocar a divulgação tanto do conceito como do processo e também do custo apropriado, veja um exemplo: um treinamento de 2 dias para 20 participantes, tem um custo alto para a empresa, contando com a logística de sala, equipamentos, custo do consultor e hospedagem, sendo que a abordagem acaba sendo mais abrangente, isto é, não é direcionado para cada indivíduo e depende também da continuidade que o gestor dará para que o processo de desenvolvimento aconteça. O custo de treinamento tem essa composição porque engloba muitas variáveis. O custo de um processo de 10 sessões de coaching pode ficar num patamar que proporcione maior interação e aproveitamento individual, além de maior possibilidade de “autonomia” e do “empowerment” do cliente, que chamamos de performer (porque é ele quem performará!) no desenrolar de seu processo de desenvolvimento, uma vez que um dos “sub produtos” essenciais no processo é a possibilidade de se acessar e ampliar o auto conhecimento. Enfim, ter uma consciência de suas reais possibilidades.
Sem pensar se são grandes ou pequenas empresas, entendo que tenham que pesar se querem atingir um público abrangente com os treinamentos, ou coaching como desenvolvimento individual ou de suas equipes.

Cia do Coaching - Existem muitos profissionais que ainda nem sabem o que é Coaching? como atingir esse público fora dos programas das empresas?

Cabe a nós coaches provocar uma “ola” através de oficinas, palestras, workshops para sensibilizar e dar informação. Percebo que o assunto tem tido destaque e divulgação. Veja que o Instituto EcoSocial fez a primeira Conferência de Coaching em 2008, e tem iniciado 3 turmas de formação por ano, ainda em junho teremos aqui em São Paulo um Simpósio Internacional de Coaching, tem o ICI com programa de formação e vem chegando a certificação internacional. Acho que o crescimento da divulgação e da demanda tem sido forte nos últimos 5 anos e deverá crescer ainda mais nos próximos.

Cia do Coaching - As grandes empresas são atendidas por empresas especializadas em Coaching já estabelecidas no mercado. Há espaço para outras empresas coexistirem? existe um diferencial que você queira destacar?

Como na experiência em Consultoria em DO que tenho, não vejo um cenário que seja diferente. Sempre existiram as grandes consultorias com espaço bem grande desse bolo com relação a ações de T & D no mercado, no entanto, consultores independentes ou pequenas consultorias conseguiram sempre sua fatia desde que apresentassem qualidade, competência e soluções “sob medida”, com a “cara” e a “linguagem” de cada negócio ou empresa. Acredito que não é diferente com relação ao trabalho de coaching, serão os mesmos quesitos que darão destaque ao bom profissional, além de uma capacidade forte de acolhimento, respeito e entendimento das diferenças.

Cia do Coaching - Existem algumas (ou muitas) empresas formadoras de coaches. Existe espaço para todos? como os Coaches estão ´making money'? algum conselho ou convicção que queira declarar sobre como diferenciar-se?

Acho que falei disso acima, mas também tenho clara a convicção que para mim essa opção atende meus anseios de vocação, missão; aquele bico da pirâmide do Maslow, algo de auto realização, uma resposta a pergunta: o que eu vim fazer por aqui? o que pode me distinguir como ser humano?

Cia do Coaching - Falando do cliente mais especificamente, existem questões comuns, que têm aparecido com constância? uma preocupação comum, mais geral?

Estou entendendo que você está chamando de “questões comuns” os objetivos pelos quais o coaching é requerido, certo? e quando você fala do cliente, é preciso distinguir 2 possibilidades a saber:
O Cliente PJ – a empresa que te contrata para atender o coachee ou performer, geralmente a expectativa dela é acelerar processos de desenvolvimento, adequar competências dos indivíduos à posições que exijam maior e melhor gestão de pessoas, ampliar visão sistêmica, ganhar mais maturidade, calibrar a tensão criativa etc.
O Cliente PF – é a pessoa que te contrata para focar uma determinada questão sua de carreira ou de desenvolvimento pessoal (life coach) ou profissional, etc. Nesse caso ele é o cliente e é o performer.
Esses objetivos é que se desmembrarão em questões. Há também casos em que objetivos se desdobram em várias questões que podem estar impactando no todo. Nesses casos, será decisão do performer escolher qual ou quais questões ele priorizar no decorrer do processo. É comum também quando as questões se modificam, recontratar um novo processo.

Cia do Coaching - Como o cliente manifesta o atingimento das suas metas? você contrata previamente estas métricas?

O cliente PJ, geralmente pelo atingimento de resultados quantitativos e alguns qualitativos, por exemplo, o performer que faz o processo querendo evoluir em sua atuação como gestor de equipes, é levado em consideração melhores resultados em pesquisas de clima ou em feedbacks de pares/superiores com relação a mudanças nos relacionamentos interpessoais. Outra boa medida é quando o performer foi promovido para uma posição que requeira, por exemplo, maior maturidade e passa a responder mais precisa e prontamente, a esses quesitos contidos nos desafios dessa nova posição, já no decorrer do processo de coaching. Os indicadores são importantíssimos e faz parte da agenda das sessões divulgar e equalizar segundo a visão da empresa, e também criar outros de acordo com a percepção e agenda do performer.
As manifestações de atingimento são as mais diversas, porém faz parte do processo provocar o performer a relatar no final de cada sessão suas impressões, ter uma avaliação mais formal na penúltima sessão e ter a última sessão já considerada de manutenção, onde serão avaliados os itens do plano de ação e se necessário se criará um plano de sustentação para ele.
Já o cliente PJ manifesta o atingimento das metas do processo dando continuidade a relação com você e te indicando para outros clientes.

Cia do Coaching - Quais têm sido as angústias, se é que é esta a palavra, mais manifestadas? a que estão relacionadas?

Tenho tentado fazer algumas perguntas com o olhar do performer e pensar quais seriam seus grandes dilemas, muito com a intenção de ´a priori ´ conhecer e poder antever algumas soluções ou encaminhamentos mais adequados.
Ai vão algumas delas:
- Como transformar tantas inquietações e dúvidas internas numa boa questão passível de ser apresentada e focada num processo de coaching?
- Como e quais indicadores poderão mostrar para o performer a evolução no processo?
- Como estabelecer confiança na relação com o coach e também no processo, uma vez que quem arcará com o investimento será a empresa e muitas vezes as empresas não comunicam adequadamente suas intenções de desenvolvimento para com seus funcionários.
Uma outra questão mais delicada é o posicionamento do performer em não querer passar pelo processo de coaching e temer declarar essa decisão.
Enfim, estou em plena pesquisa e desejando ter boas interlocuções que possam ampliar esse “brainstorming” para que seja possível fazer uma boa reflexão que sirva de “ensaio” prévio tanto para coaches como para as pessoas que futuramente possam se tornar performers. Estou bastante interessada em ouvir os colegas para ampliar esse “pensar” para poder manter essa “brasa acessa”.

Cia do Coaching - Zilá, espero que estas ricas contribuições possam provocar reflexões nos leitores e que ainda existam muitas questões a comentar: reflexos da crise internacional que já chegou por aqui, mais confusões de Coaching com terapia e com PNL, cooperativa de pequenas empresas para demandas coletivas e por aí vai. Que venham os comentários!
O blog Companhia do Coaching, agradece a entrevista.


Obrigada pela participação e beijocas a você.