Sunday, September 13, 2009

Companhia do Coaching entrevista Jussara Duarte


Cia do Coaching: Jussara, sempre deixo para os entrevistados se apresentarem como quiserem, assim, fique à vontade:

Jussara Duarte de Souza, formada em Coaching pelo Instituto Ecosocial de São Paulo. Graduada em Administração de Empresas pela FUMEC-MG e pós-graduada em Recursos Humanos e O&M, Marketing pela Fundação Getulio Vargas e Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Mestranda em administração de empresas com foco em desenvolvimento humano. Há mais de 25 anos em organizações de médio e grande porte no Brasil em funções executivas nas áreas de recursos humanos, gestão e desenvolvimento de pessoas, Marketing e Comunicação. Atualmente Coach em processos de mudanças e desenvolvimento profissional de líderes

Cia do Coaching: Jussara, fizemos juntos a Formação de Coaches no Instituto EcoSocial e você também passou pelo processo de Coaching. Como você resumiria o processo de Coaching e sua evolução?

Superou todas as minhas expectativas. A minha primeira evolução foi o entendimento que exercia o papel de líder de forma equivocada. Era uma executiva do estilo diretiva e não tinha a visão que minha equipe era muito pouco desenvolvida, pois, meu estilo não permitia. Assim fiz minha primeira grande mudança. Quando comecei a atender fui me surpreendendo com os resultados que meu trabalho de coaching estava alcançando. Assim fui desenvolvendo um talento amortecido dentro de mim e que precisa vir à tona. Em fevereiro deste ano saí do Banco, criei a empresa FOCUS COACHING - Desenvolvimento Profissional e Pessoal e assumi minha profissão como Coach de forma integral. O resultado cresce a cada dia e estou muito feliz.
Neste processo a Marcionila Dourado, nossa colega de formação, entrou como minha parceira e temos desenvolvidos alguns trabalhos juntas.

Cia do Coaching: Na sua empresa há programas de desenvolvimento com aplicação do processo de Coaching?

Acho que nunca entenderam direito o que era Coaching. Hoje o assunto começa a passar pela cabeça da direção.

Cia do Coaching: Sua empresa é assediada, se é que é este o termo, por outras empresas que também oferecem Coaching? Que tipo de Coaching é oferecido? Que novidades ou coisas estranhas estão aparecendo?

O que tenho visto no mercado mineiro é muita gente falando que faz coaching, mas na realidade estão fazendo mentoring ou consultoria. Vejo divulgação de cursos de pequena duração (30 a 40 horas) que habilitam profissionais a atuarem como coach. As empresas e os profissionais têm pouca informação do que realmente é coaching e quais as habilidades necessárias para aplicá-lo. É sempre confundido com Outplacement. Como todo modismo, fica muito no superficial para quem não busca informação no local correto.

Cia do Coaching: Neste momento, aparentemente, estamos começando a sair da crise internacional. Algumas empresas travaram os orçamentos para programas de desenvolvimento. Você tem sentido nas empresas que presta trabalhos este estancamento dos programas?

Senti uma retração nos processos empresariais e pessoais também. Mas, hoje, setembro de 2009, percebo uma melhora nas demandas.

Cia do Coaching: Jussara, que tipo de questões mais comuns têm chegado dos seus Coachees ou Clientes ou Performers ou Potencials como li recentemente?

A questão mais comum dos jovens é o que fazer com tantos cursos e um emprego medíocre. Para quê? O que as empresas estão querendo? O que eu quero para a minha vida profissional? Sinto os jovens muito perdidos na definição do seu caminho e de entendimento das suas habilidades e talentos. Acho que é aí que está a maior demanda de mercado.
Para o público mais maduro, a questão mais comum é a insatisfação com as empresas, ou seja, a incompatibilidade de uma realização profissional e ter que submeter a uma política de poderes e jogos. Mas estes são menos suscetíveis de mudança, preferem a zona de conforto por mais desconfortável que esteja sua vida.

Cia do Coaching: Você colocou dois públicos, está desenvolvendo ferramentas para mobilizar estes indivíduos para a ação? Aprofundando um pouco, quando você diz que o público mais maduro prefere a zona de conforto, suas técnicas são para mobilizá-lo ou para tirar o desconforto?

Quando falo da zona de conforto é que o querer tem que estar ativado, mudar dá muito trabalho. O caminho é do autoconhecimento e identificação de pontos fortes, fracos e vulnerabilidades. Na maioria das vezes ele tem uma lista de “achologia”, mas raramente há consistência e não se apropriam das suas competências. Nunca têm tempo para investir em si mesmos.

Cia do Coaching: Você sente diferenças neste mercado de Coaches, com o eixo Rio-São Paulo? Que tipo de diferenças?

Sim. Belo Horizonte ainda é um mercado tradicional e demora a assimilar novas técnicas. Para este mercado somente as grandes empresas tem contratado serviços de coaching. O preço do coaching individual aqui é um terço mais barato do que SP. Enquanto um processo em SP pode girar em torno de R$ 600,00 a 800,00 a hora. Aqui, para grandes empresas, o valor está em torno de R$ 400,00 a sessão. Se for pessoa física este valor cai 40%. Coaching em equipe desconheço quem esteja fazendo, a não ser eu e Marcionila Cotta Dourado, www.humanaconsultoria.com.br

Cia do Coaching: Você tem uma boa caminhada pelo mundo corporativo, agora como Coach, como concilia os seus aprendizados?

A base, a consistência, a segurança que tenho hoje nos processos de coaching devo a minha experiência de mais de 25 anos como executiva e o domínio das áreas de Recursos Humanos, marketing e comunicação.

Cia do Coaching: Temos aqui no blog, uma entrevista com a Fátima Motta, uma mineira também, nos dando informações ricas sobre o Coach Interno. Como você vê esta questão nas empresas da região?

Desconheço empresas daqui que pratiquem o coaching interno.

Cia do Coaching: Que resultados / métricas você tem contratado nos processos de coaching? Como você apresenta os resultados, seja para um processo numa empresa ou num coaching individual?

Os resultados são identificados pelos próprios Coachees ou pela mudança de atitude dos executivos dentro da organização. Conforme os encontros vão avançando vamos avaliando os resultados. Ele é checado sessão a sessão.

Cia do Coaching: Este blog é aberto, há algo que você gostaria de chamar atenção neste universo de coaches, coachees e coaching?

Acredito que as entidades sérias e que realmente formam profissionais prontos paro o mercado, devem desenvolver um trabalho de assessoria de imprensa divulgando a importância do processo de Coaching, tempo necessário de formação e quais as habilidades mínimas necessárias para aplicar um processo de coaching que realmente trará resultados para o indivíduo e para a organização. Acho que este blog cumpre este papel de divulgar trabalhos sérios e éticos. Talvez seja necessário divulgá-lo mais. Procurar a ABRH nacional e provocar debates sobre a profissão.

Cia do Coaching: O que anda lendo, estudando, discutindo, assistindo para o seu desenvolvimento contínuo? Quer recomendar algo, inclusive para Coaches?

Minha última leitura foi o livro Executivo – O Super Homem Solitário, achei ótimo. O autor é o Emerson A. Ciociorowski. Estou trazendo para BH o autor do livro O processo da Pérola, o Tommy Nelson, que é coach, especialista em desenvolvimento de líderes, americano que mora no Brasil há mais de 20 anos. Profissional fantástico com uma experiência e formação internacional. Ele realiza um workshop chamado Lifeplan que nada mais é a prática do seu livro. Aqui ele realizará algumas palestras e o workshop Lifeplan.

Cia do Coaching: Jussara Duarte, o blog Companhia do Coaching agradece a sua entrevista.

Agradeço a oportunidade.
Meus contatos são 31 9976-7414 ou 31 3568-7414 e site www.focuscoaching.com.br

Monday, August 17, 2009

Companhia do Coaching entrevista Oswaldo Ogihara


Cia do Coaching: Oswaldo, como você gostaria de se apresentar? Fique à vontade:

Oswaldo Ogihara, Diretor Executivo do CEPPE, 36 anos, casado, Bacharel em Direito, com experiência em Estratégia de Negócios e Tecnologia da Informação na indústria de serviços, Coach Certificado pelo Arvoredo/FIA USP, Coach pelo ICI – Integrated Coaching Institute – Brazilian Chapter São Paulo e pós-graduando em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas. Por dez anos, trabalhei na gestão de TI em grandes empresas como GE, Banco Safra, Mccann-Erickson e, nos últimos três anos, trabalhando com desenvolvimento de pessoas e empresas (Arvoredo e, atualmente, CEPPE) www.grupoceppe.com.br

Cia do Coaching: Oswaldo, ambos participamos da Formação de Coaches no ICI e na FIA/Arvoredo, você atua nesta área, atuou ou ainda pretende?

Como coach, atualmente, atendo uma empresa de grande expressão na área de TI (o vice-presidente e a coordenadora de RH) e uma indústria moveleira (sócio-diretor e diretor comercial). Pretendo no futuro exercer mais o Coaching.

Cia do Coaching: Você tem tempo para atender Clientes de Coaching?


De fato, tenho restrição quanto a horários, uma vez que também visto o chapéu de administrador do CEPPE, atividade principal neste momento da empresa.

Cia do Coaching: Você tem algum programa de Coaching para seus colaboradores?

O nosso dia-a-dia tem sido muito corrido, felizmente, nos últimos tempos. Desta forma temos nos organizado quinzenalmente em reuniões para uma conversa e compartilhamos visões, interesses, elogios etc. As nossas conversas têm foco na operação da prestação de serviços, pós-venda e de negócios. Oficialmente não há um programa de Coaching interno. O que a diretoria cumpre diariamente com todos os colaboradores diretos e indiretos, e, principalmente com os clientes, são as posturas fundamentais de um líder coach, como exercício do aprendizado nas formações pelas quais passamos: o saber acolher, ouvir, observar, feedback sempre que necessário etc. A Diretora Técnica do CEPPE Ana Libera também é formada pela FIA/Arvoredo.

Cia do Coaching: Você dirige uma empresa já com um bom tempo de estrada, pode nos contar um pouco sobre sua empresa?

O CEPPE vai fazer 35 anos de vida em 2010. É uma responsabilidade muito grande manter uma empresa com todo esse know-how, tradição e credibilidade nesta liderança, afinal, estamos a mais de três décadas neste mercado, prestando serviços psicológicos com a mesma idoneidade, segurança e fidedignidade que estamos conseguindo entregar até hoje. Em todo esse trajeto profissional, em se falando exclusivamente no nosso produto ´core´, a Avaliação de Potencial, já atendemos mais de 50 mil pessoas, sendo que nos últimos 5 anos atendemos 15 mil. É um retrato do reconhecimento que o mercado corporativo tem com o CEPPE. Fico orgulhoso sempre que me lembro que o CEPPE é uma empresa que nasceu praticamente junto com a psicologia no Brasil. Temos clientes que estão conosco por 20 anos! Outro segmento importante em que atuamos é o da Orientação Vocacional, por meio de um programa de 12 semanas, o estudante ou profissional, trabalham suas avaliações (avaliações psicológicas, testes projetivos etc.) e participam de dinâmicas de grupo, objetivando conhecerem seus potenciais e pontos a desenvolver. Projetos de consultoria organizacional também fazem parte do nosso dia-a-dia.

Cia do Coaching: Oswaldo, como os Coaches podem utilizar os seus serviços, já que você conhece ambos os lados?

Como já é comum no CEPPE, Coaches compram e recomendam a Avaliação de Potencial PLUS para os seus coachees. De posse desta avaliação, coach e coachee podem conhecer mais a personalidade, as habilidades intelectuais, raciocínio, comportamento, dentre outras características psicológicas do coachee, colaborando no processo de coaching como um todo.

Cia do Coaching: Estamos numa época de crise, saindo dela, mas ainda em crise. Você teve negócios estancados em função da crise? Entrou em negociações sobre preço dos serviços?

Alguns clientes sim deixaram em ´stand-by` alguns dos seus processos de admissão e/ou promoção de pessoas, impactando no nosso faturamento. Como o plano de negócio do CEPPE é ter o cuidado de não ter clientes que sejam responsáveis por mais de 25% do nosso faturamento bruto anual, o equilíbrio entre eles nos manteve em boa operação durante todo o momento da crise. Aliás, concordo com você quando disse que estamos saindo dela! Sobre preço não foi necessário renegociar porque os nossos clientes conhecem o real valor dos nossos serviços diferenciados.

Cia do Coaching: Que tipo de cliente procura seus serviços?

Empresas interessadas em contratar o melhor candidato; as preocupadas em reter os seus talentos; as engajadas em desenvolvimento de pessoas e que procuram oportunidades de treinamento interno. Há também empresas que precisam cumprir protocolos de controles de qualidade como a ISO, e utilizam a nossa Avaliação de Potencial como ferramenta de Recursos Humanos. Nossos clientes são das mais diversas atividades: ramo varejista, indústria automobilística, construtoras pequenas, médias e grandes, distribuidoras, estabelecimento de ensino, indústria alimentícia, indústria química, shopping center’s, indústria healtcare, grandes imobiliárias. Toda empresa deve se preocupar com as pessoas e, melhor ainda, saber no que precisam se desenvolver.

Cia do Coaching: Como é este mercado? Competitivo?

O nosso maior concorrente são as avaliações não psicológicas que se dizem retratar a personalidade e o potencial das pessoas. São principalmente as avaliações onde a pessoa responde “x” ou “sim” ou “não”, na maioria das vezes em uma quantidade demasiada. O que eu quero dizer com isso é que, caso a pessoa esteja bem intencionada, ao resolver os testes, o quão suficiente elas se conhecem para responder como ela é e, sutilmente, não cair no simples equívoco de responder o que gostaria de ser ou que acha que ela é. Faz toda a diferença no resultado! Não se trata de uma crítica negativa a esse tipo de teste, porém estes testes podem ter a sua validade em outros campos. Para avaliar o potencial da pessoa, na função ou cargo em que ela está ou estará é preciso de ferramentas psicológicas projetivas com o Zulliger ou Rorschach, dentre outros, e, essencialmente aplicadas por psicólogos (as), com seus CRP’s ativos.

Cia do Coaching: Já fez associação com alguma empresa de Coaching? Que serviços ofereceu e quais foram os resultados para os clientes finais?

Na verdade a nossa relação com Coaches e empresas de Coaching ainda é reativa, ou seja, somos requisitados a prestar serviços aos seus coachees. Em conversa com um coach que utiliza os nossos serviços, ele me testemunhou que a fidedignidade dos resultados das nossas avaliações é incomparável, que fez aparecer traços de personalidade de um coachee dele, escondidos até por ele próprio, onde os fizeram entender, posteriormente, alguns gaps de desenvolvimento e de execução dos planos de ação. Hoje este executivo está muito mais consciente das suas limitações e potenciais, transferindo para a sua vida em si um peso mais suave, portanto mais eficiente e feliz. Detalhe: este executivo, como é de uma grande empresa multinacional, já havia feito todos os testes estrangeiros e computadorizados que o nosso mercado conhece e que não são feitos por psicólogos.

Cia do Coaching: Está lendo, assistindo algo que queira recomendar para nossos leitores?

Vou te contar um acontecimento na minha vida que me marcou muito. Um dia em 1995, tive a felicidade de conhecer Darcy Ribeiro, então escritor, antropólogo e Senador do Brasil, no momento do lançamento do seu último livro ´O Povo Brasileiro`. Fiz uma pergunta a ele: “Senador, sou estudante universitário e gostaria de saber se posso continuar acreditando no Brasil”. Ele me respondeu: “Creia no Brasil porque ele é sua pátria. Ela é a sua obra”. Estávamos vivendo um momento político-econômico conturbado na época, você deve se recordar. Desde então eu vivo, construo, me relaciono, resolvo conflitos baseado nesta então crença que estabeleci em mim de que EU sou EU, e tudo depende de mim: o meu Brasil sou eu quem faz – e é minha obra. Bem, contei toda essa história para te dizer que um título de Mário Sergio Cortella me chamou a atenção nas prateleiras de uma livraria 2 meses: ´Qual é a tua obra?`. Trata-se de um livro rápido, que fala de liderança, ética e gestão. Como coach e gestor de empresas, recomendo.

Cia do Coaching: Companhia do Coaching é um blog aberto, há algo que você gostaria de chamar atenção neste universo de coach, coachee, coaching, performer e, ultimamente, tenho ouvido também de potencial? Da mesma forma, peço seus comentários sobre os cursos de formação?

Prezado Pavanini, foi um prazer participar deste blog e quero finalizar demonstrando um sentimento de que é notório, pelo menos pra mim, muitas empresas de Coaching dizem fazer Coaching, entretanto, só continuam praticando a consultoria, ou aconselhamento, ou treinamento, ou até a terapia. Precisamos nos juntar e informar o mercado, que acaba sendo vítima desta disseminação equivocada da poderosa técnica de desenvolvimento e transformação de pessoas, o Coaching.

Cia do Coaching: Oswaldo, o Blog Companhia do Coaching agradece a sua entrevista e as excelentes contribuições para este nosso universo ainda em formação. Quem quiser acompanhar o que Oswaldo está fazendo, siga-o no twitter http://twitter.com/oogihara

Muito Obrigado.

Thursday, July 23, 2009

Motivação, de uma vez por todas ! por Célia Marchioni e Zilá Arruda Agriel

Nada de enfado nesse título, apenas um grande desejo de ver o tema entendido e aplicado adequadamente no dia-a-dia.
Tantas teorias de motivação, tantos pesquisadores, tantos autores brilhantes estudaram e falaram do tema e ao mesmo tempo, tanta confusão se faz com esse assunto, na prática organizacional.
Na nossa prática profissional em RH, como executiva ou consultora em desenvolvimento, fomos muitas vezes solicitadas, por gerentes, diretores, vice-presidentes, para promover algum trabalho que desse uma ´motivada` no pessoal. Isso nos deixava numa situação, no mínimo, embaraçosa. Como dizer a eles (sem desmotivá-los !!!) que é impossível ´dar uma motivada` em alguém, mas que, no exercício do papel gerencial, seja lá em qual nível hierárquico estiver, em se tratando de desenvolvimento de pessoas, é possível fazer coisas que são complementares:
- atividades e ações que provocam descontração integram as equipes, promovem bem estar, causam alegria, propiciam auto-conhecimento, enfim, colocam as pessoas em diversas e diferentes formas de movimento. São elas: team buildings, treinamentos comportamentais, cafés da manhã, reuniões informais, gestão adequada e justa de desempenho e salários, reconhecimento em público etc.
- encarar o desafio de conhecer profundamente cada pessoa de sua equipe (ao menos, os seus reportes diretos) e, embasado pela teoria de motivação de sua preferência, criar oportunidades de trabalho que vão ao encontro das necessidades motivacionais de cada um.
Pois é. ´Motivar alguém`, ou melhor, criar oportunidades para que esse alguém se motive, é um pouco mais profundo. Requer exercícios grupais, que impactam positivamente o ambiente, e, portanto, favorecem o movimento mas, principalmente, requer respeito e atenção ao indivíduo, à particularidade e anseio de cada um.
Uma das mestras no assunto foi Cecília Bergamini, professora, na época, nos cursos de pós graduação na Fundação Getulio Vargas e USP. Com alguns livros publicados e muitos cursos ministrados sobre motivação, ela dá uma visão das teorias existentes. Mas, na essência, o que ela mais nos deixou foi o entendimento da diferença entre movimento causado por algum evento externo, que em geral é temporário e motivação, causada pelo suprimento de necessidades internas, portanto, mais perenes.
Depois dela, outros cursos vieram, outras experiências, outros mestres, outros confrontos com a realidade, nos levaram a trabalhar mais de perto com a teoria de David McClelland. Não é nosso objetivo aqui explorar essa teoria, mas, basicamente ela defende o conceito de motivos sociais que nada mais são que ´interesses contínuos dos indivíduos por determinados objetivos` . E ele agrupa esses interesses em três conjuntos:
- Superação: interesse por superação de padrões, busca constante de melhoria.
- Afiliação: interesse por compartilhar, estabelecer relacionamentos próximos, afetivos.
- Poder ou Influência: interesse por impacto sobre outras pessoas, persuasão, mobilização.
É como se tivéssemos três tipos de pessoas. Cada um desses tipos demanda determinado ´combustível` que, se colocado em ação, gera motivação.
O grupo da Superação precisa, no seu trabalho, encontrar fortes desafios para se motivar. É o combustível que os coloca em ação. Diferentemente, o grupo da Afiliação, precisa de pessoas por perto, precisa ser reconhecido, querido. Sem isso, sem esse combustível, essas pessoas não encontram prazer no trabalho. E o grupo do Poder ou Influência precisa exercer muita influência e de exposição.
Então, a empresa e o gestor devem sim atuar para criar um clima ameno, gerir os recursos com justiça e equidade porque isso é o mínimo para as pessoas se sentirem bem. Mas, para gerar ´motivação` é preciso mais - conhecer as pessoas da equipe, buscando nelas, seu motivo social predominante ou em outras palavras, precisam conhecê-las e ajudá-las a encontrar o ´seu combustível`, o que as mobiliza mais em suas funções. É verdade que não é tão simples, mas, fazer gestão de pessoas demanda tempo e dedicação: conversar com cada um, trabalhar junto, sentar ao lado e entender o jeito de fazer, a linguagem utilizada, o padrão de comportamento, o que agrada, o que desagrada, o que cada um tem prazer em realizar. E se assim for, ao fazerem suas listas de ´Gosto de` X ´Tenho que` , poderem ter melhores equações. Facilita, inclusive, a negociação e definição de objetivos e metas.
Os gestores coordenam essa dinâmica. E é dinâmico mesmo! Gestão de pessoas é um ciclo e como tal, não para de girar, vale lembrar a importância dos feedbacks nesse contexto da motivação, não só como o ajuste do combinado e redirecionamento, como também no reconhecimento dos bons desempenhos e do desenvolvimento de novas competências, isso é também bastante mobilizador.
Se o ambiente é bom, se a remuneração e benefícios são condizentes com a prática do mercado e, principalmente, se as pessoas estão fazendo aquilo que elas realmente gostam de fazer e da maneira que sentem-se ´abastecidas de seus combustíveis individuais`, elas estarão motivadas.
Grande chance de um final feliz ... ou melhor, de um recomeço para mais um final feliz!

O Blog Companhia do Coaching agradece: Célia Marchioni e Zilá Arruda Agriel. Coaches e Consultoras.

Monday, July 6, 2009

Entrevista com Fátima Motta


Cia do Coaching - Fátima, como de hábito, sempre deixo para o entrevistado a forma como gostaria de ser apresentado nesta entrevista? Assim, fique livre para apresentar-se.


Saliento que, como tenho uma homônima, consultora de RH e também Coach, acho melhor dizendo meu nome completo: Maria de Fátima Almeida Motta. Psicóloga, com especialização em RH, com 29 anos de experiência como executiva e como consultora. Formada como Coach pelo Instituto Ecosocial, e, atuando nessa função, internamente, na Construtora Andrade Gutierrez.


Cia do Coaching - Lembro-me bem da sua mensagem anunciando que você passaria a ser Coach Interno, isto já faz alguns meses, como foi chegar a esta posição?


Grandes mudanças, ou acontecimentos, surgem na combinação de vários fatores: sempre atuei na área de RH, principalmente em desenvolvimento, e fui me especializando em acompanhamento e orientação. Aliando algumas formações e mais o curso de Formação em Coach, fui implantando a metodologia internamente, na prática, e só depois dos resultados consolidados, a proposta de me dedicar exclusivamente, surgiu de forma espontânea.


Cia do Coaching - Fátima, lembro que numa conversa no começo do ano, você parodiou uma frase de uma bela canção ´ ...todo artista tem que ir aonde o povo está...´, assim, como Coach Interno você foi onde os seus clientes estavam. Eles se candidatavam ao processo de coaching? Há um programa específico para eleger os clientes? Como tem acontecido esta dinâmica?


Os ´candidatos´ veem a mim de 3 formas:

1) São encaminhados pela própria área de RH,

2) Os gestores, em geral superintendentes e diretores, por já conhecerem o processo de coaching, indicam, e

3) O próprio cliente sabe que o programa existe, me conhece e vem direto até a mim.

Quanto a ir até onde os clientes estão: a AG possui obras espalhadas pelo Brasil. Então, concentrei os clientes por região e cada sessão, vou até BH, Rio, Brasília e para as capitais do Sul.


Cia do Coaching - Agora falando sobre resultados, como você tem medido? Como é a contratação com o cliente? A empresa tem alguma orientação sobre quais resultados quer atingir?



A AG tem um acompanhamento de quem são os clientes, quais os objetivos que buscam no coaching e em qual sessão estão. Posso informar também se estão se dedicando ao processo e se tem havido faltas. O resultado é aferido ao final de cada processo, com a implantação dos planos de ação de cada um.

A contratação estabelece o sigilo na relação coach-cliente, e ele é informado de que as informações citadas acima são disponibilizadas para a AG. Combinamos também prazo, duração das sessões e a metodologia do trabalho.

Outro indicador que possuo é o número de desistentes -> até o momento ... nenhum!


Cia do Coaching – Parabéns Fátima! Outro ponto que gostaria que você compartilhasse conosco, como Coach Interno você percorre as unidades da empresa espalhadas pelo Brasil. Quais reflexões surgiram após estes meses? Como está o indivíduo Fátima Motta nesta empreitada?



Estar ´na estrada´ é muito gratificante, por mais cansativo que seja. O negócio da empresa é fascinante - construir a infra estrutura do país. De outra maneira, como poderia sobrevoar a selva amazônica? Ou entrar nos túneis de metrô? Ou conhecer uma barragem de hidrelétrica antes da abertura das comportas?

E junto com tudo isso, conhecer a empresa ´por dentro´ agiliza o entendimento do contexto dos clientes.


Cia do Coaching - Que tipo de questão tem chegado para você? Mais sobre desenvolvimento de competências, inquietações de cargo ocupado, promoções, crise internacional, questões pessoais, enfim, para o que o processo de coaching, com um Coach Interno, tem sido procurado?


Tudo isso e mais alguma coisa. Mas principalmente, cuido de coaching executivo, ou seja, o desenvolvimento de habilidades de liderança. Mas não é possível cuidar só dessas questões; os clientes vem inteiros para as sessões e as reflexões perpassam pela vida como um todo.


Cia do Coaching - Encerrando a questão do Coach Interno, você teria algo para falar sobre formação de coaches, algum conselho aos formadores ou aos pretendentes a exercer esta funçao? ou ainda, às empresas que estão experimentando ou querendo entrar nesta questão do coaching interno?


Tenho sim: não basta se munir de ferramentas! A formação exige uma ´viagem para dentro`. Ou seja, é preciso se conhecer, aprofundar-se nas questões próprias e dos seus clientes e ter interesse genuíno pelo outro. E saber respeitar os limites! Se você derrapar na ´curva`, vai tudo por água abaixo.

Cia do Coaching - Como você vê os cursos de formação de coaches (alguns muito rápidos, outros nem tanto) que estão surgindo e a quantidade de coaches colocados no mercado?


Acredito que a demanda seja crescente. Acho que existem muitas possibilidades de atuação. Os programas de desenvolvimento em grupo têm limitação de alcance. O coaching, com seu formato ´customizado` é muito eficaz.

Mas existe, por outro lado, dificultador, o coaching ainda é muito pouco difundido, e quem já ouviu falar, ´teme´ estar fazendo terapia. Isso, para o mundo corporativo, é um grande entrave. Quanto aos cursos de formação, é preciso analisar bem as propostas e ter espírito crítico para não se levar gato por lebre.


Cia do Coaching - Fátima Motta, desde a formação de coaches, que fizemos juntos, que outros cursos, workshops etc., você tem feito? Alguma indicação de livros, filmes etc.?


Confesso que estou fazendo pouco disso tudo. Mas tem uma coisa que me nutre muito: ler biografias. Com os olhos de quem analisa trajetórias para o alcance se sucesso.


Cia do Coaching - Fátima, para finalizar, algum aconselhamento para os coaches?


Sim. Que todo aquele que se interesse em atuar como coach, busque primeiro se conhecer com profundidade e que cuide do outro com compaixão e com a verdade!

Cia do Coaching - Espero que a face do Coaching Interno que você nos apresentou, possa provocar reflexões nos leitores, sejam empresas, formadores, coaches, clientes, enfim, aguardemos os comentários e perguntas para avançarmos mais. O blog Companhia do Coaching, agradece a sua entrevista.


Quem agradece sou eu pela oportunidade.

Beijos, Fátima Motta

Wednesday, May 27, 2009

Entrevista com Edson Fregni



Cia do Coaching: Olá Edson, dois itens antes de começarmos a entrevista
O Blog Companhia do Coaching recebe de braços abertos e sorrisos largos, a sua contribuição e o seu prestígio. Prestígio traz quem o tem. Em segundo lugar, gostaria de agradecer o Líder Coach que você sempre foi e claro, por ter provocado em mim a aproximação com o tema, que mudou o rumo da minha vida. Antes de tudo, pessoalmente, agradeço por ter cruzado o seu caminho e a sua interferência.
Cia do Coaching: Sempre começo a entrevista perguntando ao entrevistado como gostaria de ser apresentado, assim sendo, por favor, fique à vontade para fazê-lo.


Sou professor universitário. Como parte da minha atividade de engenheiro, tornei-me administrador de empresa. Nessa vertente, envolvi-me na criação de algumas empresas – acho que é isso que faço melhor e com mais gosto. Minha última criação é a Sciere Consultores Associados onde sou Diretor Presidente.

Cia do Coaching: O CV completo, e riquíssimo, do Edson Fregni está na página http://www.sciere.com.br/socios
Cia do Coaching: Assisti pessoalmente, até mesmo antes dos Programas de Desenvolvimento de Lideranças, a sua indicação de processos de coaching para os seus executivos diretos. De onde vinha, num tempo que isso tudo nem tinha tanta visibilidade, essa sua preocupação com o desenvolvimento de pessoas?


Sou da opinião que a principal função de um administrador é construir equipes e organizar o trabalho. Um administrador monta uma máquina feita de pessoas e processos e ferramentas. Minha visão de pessoas é intuitiva, baseada nas minhas próprias limitações e competências. Tive uma experiência de coach muitos anos antes, quando presidia a Scopus. Por anos essa pessoa me acompanhava em reuniões e me dava feedback do meu comportamento. Ajudou-me muito. Impulsivo e intuitivo que sempre fui, esse trabalho ajudou muito. Existem dois planos de pensamento na minha opinão: o racional e o intuitivo (o inconsciente, movido pelas emoções). O trabalho do coach se insere no pensamento inconsciente enquanto que o estudo, o aprendizado intelectual, se insere no pensamento racional. A força do coaching é exatamente onde se insere e equilibra o que está visível com o que está submerso. O mais difícil para nós clientes é o insconsciente que nos ajuda e atrapalha. Todos precisamos de coaching. Sempre.

Cia do Coaching: Lembro que, no meu caso, as 10 sessões de coaching que você me presenteou, disse claramente que não queria saber dos resultados. Hoje, como Coach, isto me intriga. Poderia explicar essa questão dos resultados que é tão relevante nos dias de hoje? (ou era apenas uma forma sua, ´diferenciada´, de obter os resultados?)

Provavelmente eu estava lhe dizendo que a privacidade desse trabalho estava garantida. Eu acredito que a garantia da privacidade, dada tanto pelo coach quanto por quem contrata o trabalho, é requisito fundamental para o sucesso do trabalho.
Cia do Coaching: Com certeza, o que você disse é que havia uma garantia na privacidade.

Cia do Coaching: Agora uma pergunta que sempre ouvi, de uma forma divertida até, mas quando os seus executivos diretos estavam no PDL, você reclamava. Soava-me um contra-senso, havia nisso um empurrão para o desenvolvimento e uma cobrança, ao mesmo tempo. Como você lidava com isso?

Isso, provavelmente porque era uma imposição do programa. Acho que coaching (como analistas e terapeutas) são escolhas individuais e não impositivas. Por outro lado, controlador (e ciumento da minha equipe), tinha dificuldade em aceitar a ingerência de empresas contratadas nas nossas questões internas. Deve ter sido isso.

Cia do Coaching: Queria voltar aos resultados. Quais foram os resultados que você reconheceu na sua equipe que passou pelo processo de Coaching?

Mais sensíveis e mais conhecedores de suas dificuldades. Em alguns casos não teve efeito algum. Em outros foi muito importante. As empresas modernas, em particular as grandes empresas, exigem muito dos gerentes. Eles precisam saber articular-se com muitos pares e lidar com diferenças de opiniões e de atitudes. Estamos o tempo todo desafiados pelas relações com outras pessoas. Discutir a relação tornou-se importante. É com o coach que se discute as implicações/consequências dessas relações.

Cia do Coaching: Hoje existe uma variedade de processos de coaching: executivo, business, de vida, ontológico, pnl e por aí vai. Você sabe distinguir o que é adequado para seus executivos? Qual é a sua dica para não entrar num processo que não dá resultados?

Não sei. Tenho apenas um conhecimento instintivo dessa ciência. Para mim, ser gerente numa empresa tornou-se muito difícil. Lidar com pessoas numa empresa é um enorme desafio. Precisamos de ajuda – para conhecer nossas dificuldades e formular maneiras de lidar com elas. Por isso, a escolha do processo de coaching é antes de mais nada de alguém sensato e sensível, que conhece o mundo empresarial, conhece as dificuldades humanas, e que consegue chegar no coração dos seus “pacientes” (odeio a palavra coachee). Se o coach é administrador experiente, psicólogo, filósofo etc., acho que é secundário.

Cia do Coaching: Você sempre buscou Coaches de fora da empresa. Agora, atuando em um setor mais específico, tem utilizado esse processo com os seus colaboradores?

Não ainda. Somos uma empresa pequena. Empresa pequena tem mecanismos particulares de lidar com as dificuldades individuais. O grupo exerce um poder de coach naturalmente. Não acha? Quando crescermos, já sei onde vou buscar ajuda...

Cia do Coaching: Estamos num momento de crise, parece-me que, no Brasil, num nível até menor que em outros países. Classicamente, desenvolvimento de pessoas são as primeiras verbas a serem reavaliadas em situações com essa. Como você percebe esta questão tendo o trânsito que tem nas empresas?

Sim. Verbas de treinamento foram enxugadas. Desenvolvimento profissional parece que foi tudo congelado. Exceto o treinamento operacional, que é uma necessidade de trabalho – esse existe. Não sei dizer do mercado de coaching – é algo que tem estado distante do meu cotidiano.

Cia do Coaching: Edson, na última convenção internacional do ICF (International Coaching Federation) foi dito que há uma tendência de um Coach vestir dois chapéus: o do Coach e o do Consultor/Mentor, dependendo do caso. Em coaching de equipe com integrantes mais jovens, o segundo chapéu tem sido praticado. Qual é a sua visão do Coaching neste formato, com esta tendência?

Para mim, esses papéis sempre deveriam andar juntos – seria o ideal. Pessoalmente exerço funções de “mentoring” para executivos de TI. Deixo sempre claro que nada entendo do mundo dos coaches. Mas vejo que os aspectos não técnicos estão sempre presentes de maneira quase indissociáveis.

Cia do Coaching: Assim como outras formações que se proliferam rapidamente, com o Coaching está acontecendo bastante, basta colocar no Google e pesquisar, a resposta é um número infindável de formações. Você tem critérios para seleção de Coaches?

Quem contrata tem que conhecer pessoalmento o coach, ou receber recomendação. Depois precisa degustar para confirmar. Além disso, a cada dia se renova o contrato.

Cia do Coaching: Edson Fregni. Obrigado pelo seu tempo, pela clareza, pela precisão cirúrgica nas respostas, e, claro, pela valorização do ofício do Coach. Saiba que você foi e é meu Líder Coach exemplo. Uma vez mais, obrigado. Claudio Pavanini

Claudio Pavanini foi um prazer. Pena que a vida corrida nos torna suscintos. Grande abraço.

Tuesday, May 26, 2009

Aconteceu


A Jornada de Desenvolvimento promovida pela ID&S Consultoria, da Djane Sant´Anna aconteceu no sábado, 16 de maio de 2009. Fiquei bastante empolgado pela participação e pelos aprendizados. Quase duas centenas de participantes das mais variadas empresas, ou empreendedores, ou pessoas interessadas no seu desenvolvimento, se dividiram pelas oito usinAções:
Relacionamento Interpessoal - condução de Romulo Lorenzetti e Edson Herrero
Criatividade e Inovação - condução de Claudio Pavanini e Lígia de Souza
Diligência - condução de Ana Mentone e Cynthia Lopes da Silva
Poder, autoridade e influência - condução de Romulo Lorenzetti e Rosàna Bueno
Coaching: o ponto de vista do cliente - condução de Zilá Arruda Agriel e Célia Marchioni
Missão de Vida - condução de Ana Lúcia Paíga e Claudio Pavanini
Comunicação - condução de Rosàna Bueno e Djane Sant´Anna
Gestão integrada do Tempo - condução de Eduardo Bomfim e Monica Dalge

Pelo jeito, será a primeira Jornada de muitas. Cumprimentos a todos os envolvidos na promoção deste evento que não era capacitação, não era desenvolvimento mas, um derreter, um reformatar, um reconceituar, um reaproveitar, um refletir... enfim... usinAção foi um bom nome.
Abraços a todos usineiros, organizadores e participantes, mas, principalmente, um cumprimento pela coragem e criatividade da empreendedora Djane. Claudio Pavanini


Palestra com Zilá Arruda Agriel: `Competência demais atrapalha - talento demanda tarefa. - No dia 15-setembro-2009, no espaço Gestão do Saber, na ID&S


ICF - 14a Conferência - 2009
Inspiring individuals, building communities, impacting the world
Dezembro 2009, Orlando, Flórida, USA
site www.coachfederation.org/conference/