Thursday, July 23, 2009

Motivação, de uma vez por todas ! por Célia Marchioni e Zilá Arruda Agriel

Nada de enfado nesse título, apenas um grande desejo de ver o tema entendido e aplicado adequadamente no dia-a-dia.
Tantas teorias de motivação, tantos pesquisadores, tantos autores brilhantes estudaram e falaram do tema e ao mesmo tempo, tanta confusão se faz com esse assunto, na prática organizacional.
Na nossa prática profissional em RH, como executiva ou consultora em desenvolvimento, fomos muitas vezes solicitadas, por gerentes, diretores, vice-presidentes, para promover algum trabalho que desse uma ´motivada` no pessoal. Isso nos deixava numa situação, no mínimo, embaraçosa. Como dizer a eles (sem desmotivá-los !!!) que é impossível ´dar uma motivada` em alguém, mas que, no exercício do papel gerencial, seja lá em qual nível hierárquico estiver, em se tratando de desenvolvimento de pessoas, é possível fazer coisas que são complementares:
- atividades e ações que provocam descontração integram as equipes, promovem bem estar, causam alegria, propiciam auto-conhecimento, enfim, colocam as pessoas em diversas e diferentes formas de movimento. São elas: team buildings, treinamentos comportamentais, cafés da manhã, reuniões informais, gestão adequada e justa de desempenho e salários, reconhecimento em público etc.
- encarar o desafio de conhecer profundamente cada pessoa de sua equipe (ao menos, os seus reportes diretos) e, embasado pela teoria de motivação de sua preferência, criar oportunidades de trabalho que vão ao encontro das necessidades motivacionais de cada um.
Pois é. ´Motivar alguém`, ou melhor, criar oportunidades para que esse alguém se motive, é um pouco mais profundo. Requer exercícios grupais, que impactam positivamente o ambiente, e, portanto, favorecem o movimento mas, principalmente, requer respeito e atenção ao indivíduo, à particularidade e anseio de cada um.
Uma das mestras no assunto foi Cecília Bergamini, professora, na época, nos cursos de pós graduação na Fundação Getulio Vargas e USP. Com alguns livros publicados e muitos cursos ministrados sobre motivação, ela dá uma visão das teorias existentes. Mas, na essência, o que ela mais nos deixou foi o entendimento da diferença entre movimento causado por algum evento externo, que em geral é temporário e motivação, causada pelo suprimento de necessidades internas, portanto, mais perenes.
Depois dela, outros cursos vieram, outras experiências, outros mestres, outros confrontos com a realidade, nos levaram a trabalhar mais de perto com a teoria de David McClelland. Não é nosso objetivo aqui explorar essa teoria, mas, basicamente ela defende o conceito de motivos sociais que nada mais são que ´interesses contínuos dos indivíduos por determinados objetivos` . E ele agrupa esses interesses em três conjuntos:
- Superação: interesse por superação de padrões, busca constante de melhoria.
- Afiliação: interesse por compartilhar, estabelecer relacionamentos próximos, afetivos.
- Poder ou Influência: interesse por impacto sobre outras pessoas, persuasão, mobilização.
É como se tivéssemos três tipos de pessoas. Cada um desses tipos demanda determinado ´combustível` que, se colocado em ação, gera motivação.
O grupo da Superação precisa, no seu trabalho, encontrar fortes desafios para se motivar. É o combustível que os coloca em ação. Diferentemente, o grupo da Afiliação, precisa de pessoas por perto, precisa ser reconhecido, querido. Sem isso, sem esse combustível, essas pessoas não encontram prazer no trabalho. E o grupo do Poder ou Influência precisa exercer muita influência e de exposição.
Então, a empresa e o gestor devem sim atuar para criar um clima ameno, gerir os recursos com justiça e equidade porque isso é o mínimo para as pessoas se sentirem bem. Mas, para gerar ´motivação` é preciso mais - conhecer as pessoas da equipe, buscando nelas, seu motivo social predominante ou em outras palavras, precisam conhecê-las e ajudá-las a encontrar o ´seu combustível`, o que as mobiliza mais em suas funções. É verdade que não é tão simples, mas, fazer gestão de pessoas demanda tempo e dedicação: conversar com cada um, trabalhar junto, sentar ao lado e entender o jeito de fazer, a linguagem utilizada, o padrão de comportamento, o que agrada, o que desagrada, o que cada um tem prazer em realizar. E se assim for, ao fazerem suas listas de ´Gosto de` X ´Tenho que` , poderem ter melhores equações. Facilita, inclusive, a negociação e definição de objetivos e metas.
Os gestores coordenam essa dinâmica. E é dinâmico mesmo! Gestão de pessoas é um ciclo e como tal, não para de girar, vale lembrar a importância dos feedbacks nesse contexto da motivação, não só como o ajuste do combinado e redirecionamento, como também no reconhecimento dos bons desempenhos e do desenvolvimento de novas competências, isso é também bastante mobilizador.
Se o ambiente é bom, se a remuneração e benefícios são condizentes com a prática do mercado e, principalmente, se as pessoas estão fazendo aquilo que elas realmente gostam de fazer e da maneira que sentem-se ´abastecidas de seus combustíveis individuais`, elas estarão motivadas.
Grande chance de um final feliz ... ou melhor, de um recomeço para mais um final feliz!

O Blog Companhia do Coaching agradece: Célia Marchioni e Zilá Arruda Agriel. Coaches e Consultoras.

Monday, July 6, 2009

Entrevista com Fátima Motta


Cia do Coaching - Fátima, como de hábito, sempre deixo para o entrevistado a forma como gostaria de ser apresentado nesta entrevista? Assim, fique livre para apresentar-se.


Saliento que, como tenho uma homônima, consultora de RH e também Coach, acho melhor dizendo meu nome completo: Maria de Fátima Almeida Motta. Psicóloga, com especialização em RH, com 29 anos de experiência como executiva e como consultora. Formada como Coach pelo Instituto Ecosocial, e, atuando nessa função, internamente, na Construtora Andrade Gutierrez.


Cia do Coaching - Lembro-me bem da sua mensagem anunciando que você passaria a ser Coach Interno, isto já faz alguns meses, como foi chegar a esta posição?


Grandes mudanças, ou acontecimentos, surgem na combinação de vários fatores: sempre atuei na área de RH, principalmente em desenvolvimento, e fui me especializando em acompanhamento e orientação. Aliando algumas formações e mais o curso de Formação em Coach, fui implantando a metodologia internamente, na prática, e só depois dos resultados consolidados, a proposta de me dedicar exclusivamente, surgiu de forma espontânea.


Cia do Coaching - Fátima, lembro que numa conversa no começo do ano, você parodiou uma frase de uma bela canção ´ ...todo artista tem que ir aonde o povo está...´, assim, como Coach Interno você foi onde os seus clientes estavam. Eles se candidatavam ao processo de coaching? Há um programa específico para eleger os clientes? Como tem acontecido esta dinâmica?


Os ´candidatos´ veem a mim de 3 formas:

1) São encaminhados pela própria área de RH,

2) Os gestores, em geral superintendentes e diretores, por já conhecerem o processo de coaching, indicam, e

3) O próprio cliente sabe que o programa existe, me conhece e vem direto até a mim.

Quanto a ir até onde os clientes estão: a AG possui obras espalhadas pelo Brasil. Então, concentrei os clientes por região e cada sessão, vou até BH, Rio, Brasília e para as capitais do Sul.


Cia do Coaching - Agora falando sobre resultados, como você tem medido? Como é a contratação com o cliente? A empresa tem alguma orientação sobre quais resultados quer atingir?



A AG tem um acompanhamento de quem são os clientes, quais os objetivos que buscam no coaching e em qual sessão estão. Posso informar também se estão se dedicando ao processo e se tem havido faltas. O resultado é aferido ao final de cada processo, com a implantação dos planos de ação de cada um.

A contratação estabelece o sigilo na relação coach-cliente, e ele é informado de que as informações citadas acima são disponibilizadas para a AG. Combinamos também prazo, duração das sessões e a metodologia do trabalho.

Outro indicador que possuo é o número de desistentes -> até o momento ... nenhum!


Cia do Coaching – Parabéns Fátima! Outro ponto que gostaria que você compartilhasse conosco, como Coach Interno você percorre as unidades da empresa espalhadas pelo Brasil. Quais reflexões surgiram após estes meses? Como está o indivíduo Fátima Motta nesta empreitada?



Estar ´na estrada´ é muito gratificante, por mais cansativo que seja. O negócio da empresa é fascinante - construir a infra estrutura do país. De outra maneira, como poderia sobrevoar a selva amazônica? Ou entrar nos túneis de metrô? Ou conhecer uma barragem de hidrelétrica antes da abertura das comportas?

E junto com tudo isso, conhecer a empresa ´por dentro´ agiliza o entendimento do contexto dos clientes.


Cia do Coaching - Que tipo de questão tem chegado para você? Mais sobre desenvolvimento de competências, inquietações de cargo ocupado, promoções, crise internacional, questões pessoais, enfim, para o que o processo de coaching, com um Coach Interno, tem sido procurado?


Tudo isso e mais alguma coisa. Mas principalmente, cuido de coaching executivo, ou seja, o desenvolvimento de habilidades de liderança. Mas não é possível cuidar só dessas questões; os clientes vem inteiros para as sessões e as reflexões perpassam pela vida como um todo.


Cia do Coaching - Encerrando a questão do Coach Interno, você teria algo para falar sobre formação de coaches, algum conselho aos formadores ou aos pretendentes a exercer esta funçao? ou ainda, às empresas que estão experimentando ou querendo entrar nesta questão do coaching interno?


Tenho sim: não basta se munir de ferramentas! A formação exige uma ´viagem para dentro`. Ou seja, é preciso se conhecer, aprofundar-se nas questões próprias e dos seus clientes e ter interesse genuíno pelo outro. E saber respeitar os limites! Se você derrapar na ´curva`, vai tudo por água abaixo.

Cia do Coaching - Como você vê os cursos de formação de coaches (alguns muito rápidos, outros nem tanto) que estão surgindo e a quantidade de coaches colocados no mercado?


Acredito que a demanda seja crescente. Acho que existem muitas possibilidades de atuação. Os programas de desenvolvimento em grupo têm limitação de alcance. O coaching, com seu formato ´customizado` é muito eficaz.

Mas existe, por outro lado, dificultador, o coaching ainda é muito pouco difundido, e quem já ouviu falar, ´teme´ estar fazendo terapia. Isso, para o mundo corporativo, é um grande entrave. Quanto aos cursos de formação, é preciso analisar bem as propostas e ter espírito crítico para não se levar gato por lebre.


Cia do Coaching - Fátima Motta, desde a formação de coaches, que fizemos juntos, que outros cursos, workshops etc., você tem feito? Alguma indicação de livros, filmes etc.?


Confesso que estou fazendo pouco disso tudo. Mas tem uma coisa que me nutre muito: ler biografias. Com os olhos de quem analisa trajetórias para o alcance se sucesso.


Cia do Coaching - Fátima, para finalizar, algum aconselhamento para os coaches?


Sim. Que todo aquele que se interesse em atuar como coach, busque primeiro se conhecer com profundidade e que cuide do outro com compaixão e com a verdade!

Cia do Coaching - Espero que a face do Coaching Interno que você nos apresentou, possa provocar reflexões nos leitores, sejam empresas, formadores, coaches, clientes, enfim, aguardemos os comentários e perguntas para avançarmos mais. O blog Companhia do Coaching, agradece a sua entrevista.


Quem agradece sou eu pela oportunidade.

Beijos, Fátima Motta

Wednesday, May 27, 2009

Entrevista com Edson Fregni



Cia do Coaching: Olá Edson, dois itens antes de começarmos a entrevista
O Blog Companhia do Coaching recebe de braços abertos e sorrisos largos, a sua contribuição e o seu prestígio. Prestígio traz quem o tem. Em segundo lugar, gostaria de agradecer o Líder Coach que você sempre foi e claro, por ter provocado em mim a aproximação com o tema, que mudou o rumo da minha vida. Antes de tudo, pessoalmente, agradeço por ter cruzado o seu caminho e a sua interferência.
Cia do Coaching: Sempre começo a entrevista perguntando ao entrevistado como gostaria de ser apresentado, assim sendo, por favor, fique à vontade para fazê-lo.


Sou professor universitário. Como parte da minha atividade de engenheiro, tornei-me administrador de empresa. Nessa vertente, envolvi-me na criação de algumas empresas – acho que é isso que faço melhor e com mais gosto. Minha última criação é a Sciere Consultores Associados onde sou Diretor Presidente.

Cia do Coaching: O CV completo, e riquíssimo, do Edson Fregni está na página http://www.sciere.com.br/socios
Cia do Coaching: Assisti pessoalmente, até mesmo antes dos Programas de Desenvolvimento de Lideranças, a sua indicação de processos de coaching para os seus executivos diretos. De onde vinha, num tempo que isso tudo nem tinha tanta visibilidade, essa sua preocupação com o desenvolvimento de pessoas?


Sou da opinião que a principal função de um administrador é construir equipes e organizar o trabalho. Um administrador monta uma máquina feita de pessoas e processos e ferramentas. Minha visão de pessoas é intuitiva, baseada nas minhas próprias limitações e competências. Tive uma experiência de coach muitos anos antes, quando presidia a Scopus. Por anos essa pessoa me acompanhava em reuniões e me dava feedback do meu comportamento. Ajudou-me muito. Impulsivo e intuitivo que sempre fui, esse trabalho ajudou muito. Existem dois planos de pensamento na minha opinão: o racional e o intuitivo (o inconsciente, movido pelas emoções). O trabalho do coach se insere no pensamento inconsciente enquanto que o estudo, o aprendizado intelectual, se insere no pensamento racional. A força do coaching é exatamente onde se insere e equilibra o que está visível com o que está submerso. O mais difícil para nós clientes é o insconsciente que nos ajuda e atrapalha. Todos precisamos de coaching. Sempre.

Cia do Coaching: Lembro que, no meu caso, as 10 sessões de coaching que você me presenteou, disse claramente que não queria saber dos resultados. Hoje, como Coach, isto me intriga. Poderia explicar essa questão dos resultados que é tão relevante nos dias de hoje? (ou era apenas uma forma sua, ´diferenciada´, de obter os resultados?)

Provavelmente eu estava lhe dizendo que a privacidade desse trabalho estava garantida. Eu acredito que a garantia da privacidade, dada tanto pelo coach quanto por quem contrata o trabalho, é requisito fundamental para o sucesso do trabalho.
Cia do Coaching: Com certeza, o que você disse é que havia uma garantia na privacidade.

Cia do Coaching: Agora uma pergunta que sempre ouvi, de uma forma divertida até, mas quando os seus executivos diretos estavam no PDL, você reclamava. Soava-me um contra-senso, havia nisso um empurrão para o desenvolvimento e uma cobrança, ao mesmo tempo. Como você lidava com isso?

Isso, provavelmente porque era uma imposição do programa. Acho que coaching (como analistas e terapeutas) são escolhas individuais e não impositivas. Por outro lado, controlador (e ciumento da minha equipe), tinha dificuldade em aceitar a ingerência de empresas contratadas nas nossas questões internas. Deve ter sido isso.

Cia do Coaching: Queria voltar aos resultados. Quais foram os resultados que você reconheceu na sua equipe que passou pelo processo de Coaching?

Mais sensíveis e mais conhecedores de suas dificuldades. Em alguns casos não teve efeito algum. Em outros foi muito importante. As empresas modernas, em particular as grandes empresas, exigem muito dos gerentes. Eles precisam saber articular-se com muitos pares e lidar com diferenças de opiniões e de atitudes. Estamos o tempo todo desafiados pelas relações com outras pessoas. Discutir a relação tornou-se importante. É com o coach que se discute as implicações/consequências dessas relações.

Cia do Coaching: Hoje existe uma variedade de processos de coaching: executivo, business, de vida, ontológico, pnl e por aí vai. Você sabe distinguir o que é adequado para seus executivos? Qual é a sua dica para não entrar num processo que não dá resultados?

Não sei. Tenho apenas um conhecimento instintivo dessa ciência. Para mim, ser gerente numa empresa tornou-se muito difícil. Lidar com pessoas numa empresa é um enorme desafio. Precisamos de ajuda – para conhecer nossas dificuldades e formular maneiras de lidar com elas. Por isso, a escolha do processo de coaching é antes de mais nada de alguém sensato e sensível, que conhece o mundo empresarial, conhece as dificuldades humanas, e que consegue chegar no coração dos seus “pacientes” (odeio a palavra coachee). Se o coach é administrador experiente, psicólogo, filósofo etc., acho que é secundário.

Cia do Coaching: Você sempre buscou Coaches de fora da empresa. Agora, atuando em um setor mais específico, tem utilizado esse processo com os seus colaboradores?

Não ainda. Somos uma empresa pequena. Empresa pequena tem mecanismos particulares de lidar com as dificuldades individuais. O grupo exerce um poder de coach naturalmente. Não acha? Quando crescermos, já sei onde vou buscar ajuda...

Cia do Coaching: Estamos num momento de crise, parece-me que, no Brasil, num nível até menor que em outros países. Classicamente, desenvolvimento de pessoas são as primeiras verbas a serem reavaliadas em situações com essa. Como você percebe esta questão tendo o trânsito que tem nas empresas?

Sim. Verbas de treinamento foram enxugadas. Desenvolvimento profissional parece que foi tudo congelado. Exceto o treinamento operacional, que é uma necessidade de trabalho – esse existe. Não sei dizer do mercado de coaching – é algo que tem estado distante do meu cotidiano.

Cia do Coaching: Edson, na última convenção internacional do ICF (International Coaching Federation) foi dito que há uma tendência de um Coach vestir dois chapéus: o do Coach e o do Consultor/Mentor, dependendo do caso. Em coaching de equipe com integrantes mais jovens, o segundo chapéu tem sido praticado. Qual é a sua visão do Coaching neste formato, com esta tendência?

Para mim, esses papéis sempre deveriam andar juntos – seria o ideal. Pessoalmente exerço funções de “mentoring” para executivos de TI. Deixo sempre claro que nada entendo do mundo dos coaches. Mas vejo que os aspectos não técnicos estão sempre presentes de maneira quase indissociáveis.

Cia do Coaching: Assim como outras formações que se proliferam rapidamente, com o Coaching está acontecendo bastante, basta colocar no Google e pesquisar, a resposta é um número infindável de formações. Você tem critérios para seleção de Coaches?

Quem contrata tem que conhecer pessoalmento o coach, ou receber recomendação. Depois precisa degustar para confirmar. Além disso, a cada dia se renova o contrato.

Cia do Coaching: Edson Fregni. Obrigado pelo seu tempo, pela clareza, pela precisão cirúrgica nas respostas, e, claro, pela valorização do ofício do Coach. Saiba que você foi e é meu Líder Coach exemplo. Uma vez mais, obrigado. Claudio Pavanini

Claudio Pavanini foi um prazer. Pena que a vida corrida nos torna suscintos. Grande abraço.

Tuesday, May 26, 2009

Aconteceu


A Jornada de Desenvolvimento promovida pela ID&S Consultoria, da Djane Sant´Anna aconteceu no sábado, 16 de maio de 2009. Fiquei bastante empolgado pela participação e pelos aprendizados. Quase duas centenas de participantes das mais variadas empresas, ou empreendedores, ou pessoas interessadas no seu desenvolvimento, se dividiram pelas oito usinAções:
Relacionamento Interpessoal - condução de Romulo Lorenzetti e Edson Herrero
Criatividade e Inovação - condução de Claudio Pavanini e Lígia de Souza
Diligência - condução de Ana Mentone e Cynthia Lopes da Silva
Poder, autoridade e influência - condução de Romulo Lorenzetti e Rosàna Bueno
Coaching: o ponto de vista do cliente - condução de Zilá Arruda Agriel e Célia Marchioni
Missão de Vida - condução de Ana Lúcia Paíga e Claudio Pavanini
Comunicação - condução de Rosàna Bueno e Djane Sant´Anna
Gestão integrada do Tempo - condução de Eduardo Bomfim e Monica Dalge

Pelo jeito, será a primeira Jornada de muitas. Cumprimentos a todos os envolvidos na promoção deste evento que não era capacitação, não era desenvolvimento mas, um derreter, um reformatar, um reconceituar, um reaproveitar, um refletir... enfim... usinAção foi um bom nome.
Abraços a todos usineiros, organizadores e participantes, mas, principalmente, um cumprimento pela coragem e criatividade da empreendedora Djane. Claudio Pavanini


Palestra com Zilá Arruda Agriel: `Competência demais atrapalha - talento demanda tarefa. - No dia 15-setembro-2009, no espaço Gestão do Saber, na ID&S


ICF - 14a Conferência - 2009
Inspiring individuals, building communities, impacting the world
Dezembro 2009, Orlando, Flórida, USA
site www.coachfederation.org/conference/

Wednesday, April 22, 2009

Entrevista com Eduardo Bomfim


Cia do Coaching: Eduardo, como você gostaria de se apresentar nesta entrevista?

Olá, meu nome é Eduardo Bomfim, paulistano, casado, pai de gêmeas, 49 anos, engenheiro mecânico formado pela Mauá, administrador de empresas formado pelo Mackenzie e GV, MBA pela Business School São Paulo, e desde dezembro de 2008, Coach formado pelo Instituto EcoSocial. Trabalho em banco desde 1985 tendo iniciado minha carreira no Banco Auxiliar onde fiquei um ano, depois no Banco Francês e Brasileiro que trabalhei por 12 anos, saí quando da aquisição pelo Banco Itaú. Entrei no Banco Sudameris que foi adquirido pelo Banco Real e nos dois bancos fiquei mais 12 anos. Agora componho o quadro de funcionários do Grupo Santander. Atualmente sou responsável pela Superintendência do varejo do Banco Real em Campinas, tenho diretamente ligado a mim, três dezenas de gerentes gerais responsáveis por agências bancárias e duas centenas de gerentes de contas que compõem toda a equipe comercial.

Cia do Coaching: Sei que você tem investido bastante na questão do líder coach. No Banco Real você tem conseguido aplicar esta sua, digamos, ´vocação´?

Desde 2003 quando o Banco Real adquiriu o Sudameris tive contato com ferramentas de levantamento de competências pessoais e treinamentos como o Programa de Desenvolvimento de Liderança. Tive contato com técnicas para identificar o perfil de motivação de funcionários, desenvolvido por Maclleland, também técnicas de como influenciar pessoas e sessões de coaching, que vieram me transformando. O curso de formação de Coaches tornou-se um divisor de águas na minha vida profissional e pessoal, ajudou a clarear os meus valores pessoais e minha missão, que é ser um Gestor Coach, desenvolver negócios e pessoas´. Portanto, tenho um ambiente de trabalho adequado para o meu desenvolvimento no banco, que tem forte impacto e convergência com a linha que o banco adota, no sentido de desenvolver suas lideranças e, consequentemente, expandir para todos os colaboradores.

Cia do Coaching: Tendo muitas pessoas reportando-se, direta ou indiretamente para você, como você tem aplicado as suas ações? Tem formado replicadores?

Para aplicar meus novos conhecimentos tenho aproveitado as situações que vão surgindo no meu dia a dia. Vou te dar o exemplo de um gerente geral que é responsável por uma agência e que avalio como um bom profissional, porém com algumas queixas ou questões trazidas para mim que me despertaram para o uso das técnicas aprendidas no programa de formação de coaches. As questões eram: falta de conhecimento e práticas de liderança, ausência de autoestima, definição do seu papel em algumas situações profissionais e pessoais. Convidei o profissional para realizarmos um trabalho de coaching e após oito sessões, posso lhe afirmar, com base no feedback dado por ele, que o profissional atual é melhor para a empresa, mais produtivo e também um individuo mais realizado na sua vida pessoal. Além disso, tenho ficado atento para situações que posso usar as técnicas do coaching, mesmo não estando numa sessão. Assim, consigo envolver mais profissionais no processo, sem necessariamente ter todo o processo realizado em 8, 10 ou 12 sessões de coaching. Tenho outros exemplos de profissionais que também tinham questões que foram melhoradas, mas entendo que o exemplo dado é suficiente. Quanto aos replicadores, este não tem sido meu objetivo, porém, sua pergunta é pertinente e verificarei se os profissionais com os quais já trabalhei estão atuando mais como um líder coach com suas equipes, após termos feitos nossas sessões. Enfim, talvez uma checagem dos aprendizados e resultados.

Cia do Coaching: Como você maneja essa questão de replicadores X metodologia? Você os ensina ou os deixa livres para serem coaches também?

Como lhe disse acho muito pertinente sua questão, porém ainda não a trabalhei. Certamente, ficarei mais atento e voltarei a esta resposta no blog da Companhia do Coaching.

Cia do Coaching: Resultados que é um das perguntas que gosto de fazer: como têm sido? Você poderia dizer um pouco mais no geral e também nas suas equipes?

Tenho percebido que os funcionários se tornaram mais produtivos em campanhas, resultados de receitas, entre outros. E tambem tem resultados intangíveis como: a melhoria do ambiente de trabalho, o aumento dos vínculos com estes funcionários, descoberta de líderes que estavam encobertos, reter talentos, enfim, são alguns resultados que consigo perceber.

Cia do Coaching: Reconhecimento é algo que você tem percebido? As equipes ficam mobilizadas?

Sim, sem dúvida. Tive um reconhecimento público no final do ano passado quando a diretora executiva de DH do Grupo Santander Brasil, numa reunião com todos os diretores e todos os gerentes gerais do Banco Real, ou seja, perto de 1.500 pessoas, ressaltou o trabalho de Líder Coach que venho realizando com a minha equipe. Além disso, vários funcionários da equipe em Campinas têm manifestado vontade de participar do processo comigo, resultado das conversas com os outros colegas da equipe entusiasmados com os resultados obtidos. Em alguns casos de feedback formal, os funcionários manifestam também interesse em participar do processo.

Cia do Coaching: O seu RH, que na sua instituição chama-se DH (Desenvolvimento Humano), que acho mais apropriado, te apoia de alguma forma? Quais? E a sua Diretoria? Você tem oportunidades de mostrar suas experiências positivas?

Acho que esta pergunta está respondida no início de nossa entrevista. Entendo que o banco, por meio do DH é o responsável pelo estágio onde estou. Minha diretoria direta me apóia nas iniciativas e incentiva a mostrar as ações para os meus colegas.

Cia do Coaching: Você está num voo solo, ou há na empresa outros que têm no seu dia a dia a questão do líder coach?

Minha diretora direta está fazendo o programa de formação de Coaches do Instituto Ecosocial. Além dela, o diretor executivo de varejo fez esta formação, assim como a diretora executiva de DH. Teremos outras pessoas nesta formação e, à medida que formos incluindo isto no nosso dia a dia e percebermos a diferença que faz, poderemos ampliar.

Cia do Coaching: Existe um ´beabá´ que você gostaria de dividir com outros líderes? Estamos num blog aberto e podem surgir questões compartilhadas com outros líderes e coaches. Como isto funcionaria para você, que já deve ter uma agenda lotada?

Sim tenho usado um processo que tem ajudado como espinha dorsal do meu trabalho. A sequência deste processo é a seguinte: contratação, autoconhecimento, usando algumas ferramentas que o Banco disponibiliza aos nossos funcionários como MEP, MBTI e outras aprendidas no programa de formação, ou com os colegas de grupo de estudos como setênios, círculo da vida, levantamento de valores, visão de futuro, plano de ação e avaliação do processo. Lembro que, como coach, procuro colocar o coachee em movimento e em todas as sessões, ele leva lição de casa.

Cia do Coaching: O que você anda lendo, estudando, discutindo, assistindo para se enriquecer? Gostaria de recomendar algo que seja essencial para os envolvidos em coaching?

O assunto coaching é bastante abrangente e através do grupo de estudos do qual faço parte, tenho participado de vários estudos como: sabotadores, motivadores, coaching em equipe, coaching interno, gestão do tempo, feedbacks, análise transacional, o trabalho. Tudo isso tem importância e espaço dentro do tema coaching, por isso sugiro aprofundamento dos estudos.
Artigos da Harvard Business Review sobre o David Maclleland
Livros:
´O Poder da Inteligência Emocional ´, do Daniel Goleman. Aqui o leitor poderá verificar como um líder pode usar as emoções, tanto para o bem e para o mal.
´O Trabalho como Mestre ´, do Arnaud Maitland. Neste livro pode-se encontrar dicas de como usar o trabalho para melhorar habilidades, para se tornar mais feliz e para gerir melhor seu tempo.
´Os Dez Mandamentos da Ética ´, do Gabriel Chalita. Aqui o leitor entrará em contato com a ética de Aristóteles trazida para uma visão dos tempos atuais.
Filmes:
´Quando Nietzchie Chorou´. Baseado no livro com o mesmo título. Nele o espectador poderá enxergar os benefícios da cura pela fala.
´Almas em Chamas ´. Neste filme será possível identificar vários tipos de perfis baseados na teoria de Maclleland.
´Doze Homens e uma sentença´. Um filme antigo com Henry Fonda, que é um excelente exemplo do poder da influência.

Cia do Coaching: O que você tem feito para manter seu “instrumento afinado”?

Estou num curso sobre Formação de grupos, ministrado pela SBDG (Sociedade Brasileira da Dinâmica dos Grupos); este curso tem permitido que eu tenha contato intenso com o tema, uma vez que a interação diária com grupos me é uma constante diária. Além disso, leituras voltadas para o tema Coach têm me atraído e tenho alguma tarefa de casa para realizar como a leitura de: “O Poder das Relações Humanas” de Daniel Goleman , “ Liderança em foco” de Mario Sergio Cortella e Eugenio Mussak , “ O Caminho da Habilidade”, de Tarthang Tulku e “ A Tríade do Tempo” de Christian Barbosa.

Cia do Coaching: Algo ficou pendente que você gostaria de colocar na sua fala de encerramento?

Acho gostaria de acrescentar duas questões:

a) A escolha das pessoas que irão participar do processo de coaching comigo.
Como sou o gestor e tenho um recurso escasso que é o tempo, sabia que não seria possível trabalhar com todos ao mesmo tempo. Suspeitava também que isto poderia gerar algum sentimento não muito favorável no grupo, entretanto, cheguei a conclusão que não poderia deixar de aplicar a metodologia que acredito. Hoje confirmo que os resultados obtidos valeram á pena e sigo em frente assumindo o risco. Para elencar os funcionários procurei por pessoas que tem bom perfil comercial e gestão de pessoas, percebidas nas avaliações de desempenho e também alguns comportamentos que precisavam autodesenvolver. A partir daí iniciei o trabalho de coaching com cada um deles e venho aplicando no nosso dia a dia.

b) A reação dos funcionários ao serem “convidados“ a participar deste processo com o chefe direto. E também a minha reação com alguma recusa em participar do processo. Além disso, ainda pode ter questões pessoais que são tratadas no processo, e, claro que não deveriam interferir no dia a dia.
No início não tinha realmente este cuidado em realçar que eles não precisam aceitar a participação devido a minha condição hierarquica, entretanto, nos últimos convites tenho tido mais cuidado quando converso com eles, mas confesso que como a iniciativa de convidar tem sido minha, entendo que, por ser o chefe, é um motivador para aceitarem. Se eles recusarem o convite, entendo que devo agir com naturalidade, pois é realmente uma questão pessoal e exigirá maturidade de minha parte aceitar essas decisões. Quanto às questões pessoais, estabelecer uma TENDA DA CONFIANÇA é fundamental. Neste aspecto tenho uma marca que construí ao longo dos meus 12 anos de banco e 24 anos de trabalho, sendo bastante profissional, ético e justo nas ações, entendo que isto tem contribuído para que os profissionais que estão fazendo este trabalho comigo se sintam confortáveis em abrir questões pessoais.

Cia do Coaching: Quais são seus próximos desafios?

O meu desafio é atender a minha missão que é ser Gestor Coach, Desenvolver negócios e pessoas, sem deixar de dar atenção a minha família, dando equilíbrio na minha vida.

Cia do Coaching: O blog Companhia do Coaching agradece a sua entrevista.


Obrigado pela oportunidade e até a próxima. Espero que tenham questões dos leitores e, claro estarei disposto para responder.

Monday, April 6, 2009

Entrevista com Wilson Trevisan

Cia do Coaching: Wilson, como você gostaria de ser apresentado nesta entrevista?
Coach, consultor e empreendedor.
Consultor especializado em Liderança, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Equipes; Coach certificado pelo Integrated Coaching Institute (ICI); Empreendedor serial e empresário nos últimos 20 anos; Formação em Dinâmica de Grupo pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos (SBDG); Administrador de Empresas e Analista de Sistemas. Ocupou vários cargos de destaque, na indústria de TI; Palestrante e especialista em Empreendedorismo, em 2002 fundou o Clube do Empreendedor e é seu presidente desde então. (www.clubedoempreendedor.com.br)

Cia do Coaching: Wilson, você se preparou e continua neste desenvolvimento contínuo do Coaching. O que anda fazendo além de coaching?
Além dos atendimentos de coaching, venho atuando em outplacement como consultor associado na DBM, em alguns projetos como facilitador nas áreas de estratégia e empreendedorismo. Mantenho também a coordenação dos grupos do Clube do Empreendedor.

Cia do Coaching: É importante ter formações em coaching diversificadas?
Acredito que uma metodologia só não seja suficiente quando estamos lidando com desenvolvimento através do coaching. Numa mesma sessão podemos nos deparar com várias demandas e quanto mais “repertório”, tanto melhor será a nossa entrega.

Cia do Coaching: Os seus clientes de coaching te procuram pela sua vasta experiência em empreendendorismo?
Acredito que o fato de ter sido executivo e empresário tantos anos me ajude em situações em que o cliente busca um interlocutor que fale a mesma língua: Negócios. Empresários e altos executivos são muitos resistentes ainda, aos processos de autoconhecimento e desenvolvimento humano, na forma como é difundido. Falar com alguém sobre as próprias questões num contexto de negócios os deixa mais confortáveis.

Cia do Coaching: Existem alguma característica ou comportamento que seja essencial para os empreendedores que têm idéias uma atrás da outra?
A necessidade de mudar e o inconformismo com as questões que os rodeiam, são características sempre presentes em empreendedores seriais. A inquietação e a postura de questionar (por vezes, irritante) quase tudo são traços importantes neste grupo.

Cia do Coaching: Quais outras questões seus clientes têm apresentado? Algum tema comum?
Uma questão recorrente é a “solidão do poder”. De longe, a maior dificuldade do líder é o processo de tomada de decisão. Nestes momentos eles estão absolutamente sós. E grande parte das vezes algumas decisões podem mudar rumos de vida de muita gente, o impacto disto é enorme e nesta hora é exigido dele firmeza e agilidade. Outra questão muito presente é a gestão de pessoas, um desafio para eles.

Cia do Coaching: Resultados e métricas. Como você vem resolvendo/contratando esta questão com seus clientes individuais ou empresas?
Saber que outros têm a mesma questão ajuda muito neste processo. Na prática, é o que muitos grupos de auto ajuda fazem. Aliás, foi pensando nisso que em 2002, fundei o Clube do Empreendedor, que nada mais é que criar oportunidades para que empresários se reúnam em pequenos grupos para discutir questões como esta.

Cia do Coaching: Metolodogicamente falando... qual é o seu mix?
Para este perfil de empresário e alto executivo, acho interessante a abordagem do ICI. Mas mesmo para eles é necessário utilizar recursos mais abrangentes e aí acredito que a formação do Instituto EcoSocial é mais completa. Não conheço muito da PNL ainda, mas acredito que também possa contribuir.

Cia do Coaching: Estamos em tempos ´bicudos´ utimamente, existem correntes que dizem ser esta uma oportunidade para o coaching, outros já me disseram que a questão do preço tem mudado. De que forma você pode contribuir? Lembro-me de uma fala sua "você tem que entender a necessidade do cliente, a preocupação que o aflige", e aqui acrescento... o que o contexto econômico está exigindo.
Acho importante nestes momentos apurar nossa capacidade de “leitura” tanto do mercado quanto de nossos clientes. Neste sentido, temos que exercitar sempre nossa capacidade de “vender”, e para isso uma competência fundamental é a escuta ativa. Acredito também que nestes momentos temos que prospectar oportunidades, sermos proativos e exercitar o networking. Ficar esperando o cliente ligar, ou se ocupar só com as vendas passivas pode ser fatal.

Cia do Coaching: Estamos num blog aberto, existe alguma questão, preocupação, enfim, algo que você gostaria de dividir com outros coaches?
Uma questão que me preocupa e deve preocupar vários colegas, é a quantidade enorme de formações que existem no mercado. Significa em outras palavras que, mensalmente, uma legião de novos coaches chega ao mercado. E a conseqüência disto pode ser a banalização da atividade. Neste sentido, fica evidente que cada um deve criar sua estratégia de desenvolvimento contínuo e buscar certificações e conteúdos que criem diferenciais que qualifiquem cada dia mais. Significa não parar de estudar.

Cia do Coaching: O que anda lendo, estudando, discutindo, assistindo para o seu desenvolvimento contínuo? Poderia recomendar algo que considera importante?
Estou neste momento tomando contato com o Budismo através dos livros do monge tibetano Tarthang Tulku e de seu discípulo Arnaud Maitland.
Há tempos tenho curiosidade no assunto e de alguma maneira (que não por acaso) acabei esbarrando em pessoas que conhecem bastante o assunto. É o Universo conspirando....

Cia do Coaching: O blog Companhia do Coaching agradece a sua entrevista.
Obrigado !!